
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, foi sorteado como relator de três representações apresentadas à Corte envolvendo o caso do Banco Master e o filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ministro assumiu os casos por sorteio, após publicar uma resolução em maio que o designou, junto aos ministros André Mendonça e Estela Aranha, para responder pelas ações de propaganda eleitoral durante o pleito deste ano.
Dark Horse e o Banco Master
O caso envolvendo o filme ganhou tração no meio de maio, após reportagens investigativas revelarem áudios e mensagens de WhatsApp em que o senador Flávio Bolsonaro cobra diretamente de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, o repasse de parcelas para a produção cinematográfica.
De acordo com as investigações, Vorcaro teria se comprometido a aportar R$ 134 milhões no projeto, idealizado pelo deputado Mario Frias. Desse montante, cerca de R$ 61 milhões teriam sido efetivamente transferidos antes de o banco ser liquidado.
Após o vazamento dos dados, Flávio chegou admitir ter pedido dinheiro a Vorcaro e afirmou que procurava patrocínio privado para o filme, inspirado na vida de seu pai.
“É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, disse o parlamentar em nota enviada à imprensa.
O caso influenciou negativamente a popularidade do pré-candidato à presidência. A mais recente edição da pesquisa Real Time Big Data, divulgada na segunda-feira (1º), mostrou que, em um mês, Flávio recuou quatro pontos percentuais em relação à edição anterior do estudo.
Fonte: R7