
O senador Flávio Bolsonaro comentou a operação realizada nesta segunda-feira (1º), em São Paulo, que teve como alvo endereços ligados a Karina Ferreira da Gama, sócia-administradora da produtora Go Up Entertainment Ltda., responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o parlamentar, os mandados de busca e apreensão “não têm nada a ver com o filme”.
“Primeiro, corrigindo: não foi uma operação contra a produtora. Foi com relação a algo que foi feito alguns anos atrás, um contrato com uma entidade que tratava de levar wi-fi gratuito para a população”, afirmou.
De acordo com Flávio Bolsonaro, o contrato citado foi integralmente executado e não possui irregularidades. “Inclusive, foi um contrato firmado muito antes de sequer existir alguma ideia para o filme. Então, em tese, não tem nada a ver com a produção”, disse.
O senador também afirmou acreditar que a investigação possa estar sendo utilizada com finalidade política. “Eu não quero crer que uma parte da polícia esteja sendo usada para fins eleitoreiros e que uma operação como essa esteja sendo utilizada não para verificar se houve algum problema nesse contrato de wi-fi, mas para tentar, por uma via transversa — chamada pescaria probatória — encontrar alguma coisa que possa ser usada contra o filme do presidente Bolsonaro”, declarou.
Por fim, Flávio disse estar tranquilo em relação à produção cinematográfica sobre o pai e reforçou que a operação não afeta o projeto. “Quero dizer o seguinte, com muita tranquilidade e segurança: isso não tem nada a ver com o filme. O filme do Bolsonaro está maravilhoso. Todos estão convidados. Muito em breve, ele estará nas telinhas para que todos possam assistir à história que o meu pai merece ter contada para toda a população brasileira, como o grande herói que ele é”, concluiu.
Operação
A Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca e apreensão, nesta segunda-feira (1º), em endereços ligados a Karina Ferreira da Gama, sócia-administradora da produtora Go Up Entertainment Ltda., responsável pelo filme Dark Horse, que conta a trajetória de Jair Bolsonaro até a Presidência da República.
Os policiais estão atrás de provas de desvios, autofaturamento e notas fiscais frias em um contrato de R$ 108 milhões para a instalação e fornecimento de wi-fi gratuito na capital paulista. Ninguém foi preso.
O acordo foi firmado entre a SMIT (Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia) e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), que pertence a Karina.
Há suspeitas dos crimes de frustração do caráter competitivo em licitação (artigo 337-F do Código Penal), fraude na execução de contrato administrativo (artigo 337-L do Código Penal) e emprego irregular de verbas ou rendas públicas (artigo 315 do Código Penal).
Todos os mandados foram autorizados pela 1ª RAJ — São Paulo-SP (Vara Regional das Garantias da Comarca da Capital).
A Prefeitura de São Paulo informou, em nota, que o programa de Wi-Fi gratuito funciona normalmente, que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu a legalidade e que o “chamamento público ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme mencionado” (leia abaixo na íntegra).
Fonte: R7