
A participação de compradores, grupo formado pelos respondentes que declararam ter adquirido imóvel nos últimos 12 meses — registrou aumento na pesquisa, passando de 10% no trimestre anterior para 12% da amostra referente ao 1º trimestre de 2026. Com esse resultado, o indicador voltou a se posicionar acima da média histórica da pesquisa, de 11%. Em relação ao tipo de imóvel adquirido, a opção pelos usados manteve ampla liderança, alcançando 77% das compras recentes, ante 23% de imóveis novos.
Já quanto ao ao objetivo da aquisição, 60% dos compradores declararam ter comprado o imóvel para moradia, enquanto 40% dos respondentes classificaram a transação como um investimento. Entre os investidores, prevaleceu a estratégia de obtenção de renda com aluguel (58%), em relação à alternativa de revenda após valorização (42%). Já entre os compradores com objetivo de moradia, destacou-se a intenção de morar com alguém (72%), seguida por “morar sozinho” (17%) e “outra pessoa morar” (11%).
A proporção de compradores potenciais — isto é, respondentes que declararam intenção de adquirir um imóvel nos próximos 3 meses — avançou para 37% da amostra do 1º trimestre de 2026, ante 33% no trimestre anterior, recuperando patamar próximo à média histórica da pesquisa, de 38%. Em termos de preferência por imóveis novos ou usados, os integrantes desse grupo se distribuíram entre aqueles com preferência declarada por imóveis usados (55%), os indiferentes entre novos e usados (38%) e os que buscavam apenas imóveis novos (6%). Quanto aos objetivos da aquisição, a destinação do imóvel para moradia permaneceu amplamente majoritária, sendo declarada por 90% dos compradores
potenciais– especialmente com a intenção de morar com alguém (76%).
Entre os que pretendiam comprar com finalidade de investimento (10%), predominou a estratégia de locação do imóvel para geração de renda (66%) em comparação à intenção de revenda futura após valorização do imóvel (34%). Classificação das transações como investimento: com base nos dados detalhados pelos compradores a respeito da data e objetivos da aquisição, a participação de transações classificadas como investimento no acumulado em 12 meses recuou de 42% em dezembro de 2025 para 40% em março de 2026, permanecendo abaixo da média histórica da pesquisa (43%). Ainda assim, a composição dos investimentos reforça a importância da locação como principal estratégia dos investidores imobiliários: entre as aquisições classificadas como investimento nos últimos12 meses, 70% tiveram como objetivo a obtenção de renda com aluguel, enquanto 30% foram direcionadas à revenda após valorização do imóvel.
DESCONTOS
O percentual de transações que apresentaram algum desconto avançou de 61% em março de 2025 para 67% em março de 2026, aproximando-se do maior patamar já registrado na série histórica da Pesquisa Raio-X FipeZAP, de 70%. O resultado indica que a negociação entre compradores e vendedores seguiu exercendo papel relevante na efetivação das compras, mesmo em um contexto de expectativas ainda positivas para os preços. Quanto à magnitude dos abatimentos, o desconto médio atingiu 9% considerando o conjunto total de transações, incluindo aquelas sem desconto, e 13% quando consideradas apenas as transações em que houve redução em relação ao valor anunciado.
Entre o 1º trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026, a parcela dos respondentes que classificavam os preços dos imóveis residenciais como
altos ou muito altos oscilou de 73% para 72% da amostra. Em contrapartida, o percentual de respondentes que avaliavam os preços atuais como razoáveis passou de 17% para 18%, enquanto a percepção de que os preços se encontravam em níveis baixos ou muito baixos permaneceu estável em 3%. Por fim, a parcela de respondentes que não souberam opinar avançou de 7%para 8%.Em síntese, embora a percepção de preços elevados continue predominante, os resultados sugerem leve acomodação na comparação interanual.
Em relação às expectativas para os próximos 12 meses, a última leitura da Pesquisa Raio-X FipeZAP aponta uma postura mais cautelosa dos respondentes. A proporção daqueles que projetavam aumento nominal dos preços recuou de 43% no 1º trimestre de 2025 para 38% no 1º trimestre de 2026. No mesmo intervalo, a parcela que esperava estabilidade cresceu de 25% para 27%, enquanto o grupo que projetava queda oscilou de 11% para 10%. Já os respondentes que não souberam opinar passaram de 22% para 26%. Em termos de variação esperada, a expectativa média agregada indicou alta nominal de 2,5%nos preços dos imóveis residenciais nos próximos 12 meses