
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou um motorista por homicídio qualificado pela morte do ciclista Carlos Leandro Trindade da Silva, 51 anos, ocorrida após atropelamento registrado no Bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. A denúncia foi apresentada à 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital pela promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari, na quarta-feira.
A denúncia ressalta que o ciclista não realizava qualquer manobra perigosa ou agressiva, enquanto o uso do veículo como instrumento do crime caracterizou recurso que dificultou a defesa da vítima. Lúcia Callegari imputou ao denunciado o crime de homicídio qualificado por motivo fútil, meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. O MPRS também pediu a fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados à vítima e a adoção de medidas cautelares, como a suspensão do direito de dirigir, destacando a gravidade da conduta e a necessidade de responsabilização penal pelo ocorrido.
O fato ocorreu na noite de 13 de dezembro do ano passado, no cruzamento das ruas Lima e Silva e República, durante um desentendimento de trânsito. Conforme a apuração do MPRS, o motorista, de forma deliberada, acelerou o veículo e alterou sua trajetória em direção à vítima, que trafegava de bicicleta, atingindo-a por trás. A conduta, segundo a promotora, expôs não apenas o ciclista, mas também terceiros, já que o fato ocorreu em via pública de grande circulação, especialmente em horário de intenso movimento de pessoas e veículos, em uma área conhecida pela concentração de bares e estabelecimentos comerciais.
Após o atropelamento, Carlos Leandro foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Pronto-Socorro (HPS), com fratura na tíbia, sendo posteriormente transferido para o Hospital Independência, onde permaneceu internado por cerca de duas semanas. A vítima faleceu em 29 de dezembro, em decorrência de complicações clínicas relacionadas às lesões sofridas no atropelamento, conforme apontado em laudo de necropsia, que estabeleceu nexo causal entre o trauma e a morte.
Fonte: Correio do Povo