
A nona edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) divulgada nesta segunda-feira abordou a percepção geral com o mercado de trabalho. Ao serem questionados sobre o grau de satisfação com base em sua experiência pessoal, a maioria dos trabalhadores (53,6%) respondeu que conseguir trabalho no país está difícil ou muito difícil.
Esse percentual já foi mais elevado em meses anteriores, mas mostra uma ligeira piora em relação ao trimestre findo em janeiro. Olhando para os próximos meses, os respondentes se dividem sobre o que pode acontecer com o que pode acontecer com o mercado de trabalho. Para 34,3% deles, a tendência é que fique pior ou muito pior, enquanto 33,0% afirmam que tende a melhorar ou melhorar muito. O restante, 32,7%, indica que deve permanecer estável. Esse percentual indicando tendência negativa é o maior desde o trimestre móvel de outubro de 2025.
“Os primeiros resultados do mercado de trabalho em 2026 indicam continuidade do aquecimento visto no ano passado, mas agora com uma tendência maior de estabilidade. O resultado desse mês, mesmo que com cautela pela ausência de ajuste sazonal, já indica um percentual mais elevado de pessoas acreditando que o ritmo do mercado de trabalho tende a diminuir nessa primeira metade do ano. Dado o cenário macroeconômico desafiador e a desaceleração da economia, é esperado que número de vagas abertas seja inferior ao que foi observado ao longo de 2025. Caso a atividade econômica indique um ano mais aquecido, os dados de mercado de trabalho tendem a se ajustar para cima também”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.