
O consumidor brasileiro começou 2026 encontrando preços mais baixos de produtos básicos nos supermercados. Segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo, os ovos registraram queda de 7,7% entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, passando de R$ 0,85 para R$ 0,79 por unidade. Esse movimento de redução foi acompanhado por retrações na carne de frango (-5,2%), no leite em pó (-5,5%) e no arroz (-4,7%).
No mesmo período, as maiores altas foram observadas nos legumes (6,2%), seguidos pela carne bovina, cujo preço médio por quilo subiu de R$ 39,06 em dezembro para R$ 40,42 em janeiro de 2026 – incremento de 3,5%. O xampu também encareceu 3,4%, enquanto a farinha de mandioca e o desinfetante avançaram 2,1% e 1,5%, respectivamente.
“O início do ano mostrou acomodação nos preços de itens essenciais, ao passo que categorias mais sensíveis ao clima e aos custos tiveram alta”, explica Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid. “Em âmbito nacional, para os próximos meses, a expectativa é de pressão inflacionária seletiva, sobretudo em hortifruti, com maior estabilidade nos itens básicos.”
Variações de preços em janeiro de 2026 no Sul
Na região Sul, as categorias que apresentaram maior elevação de preço foram farinha de mandioca (12,4%), carne suína (9,8%), pão (5,4%), carne bovina (5,3%) e sal (4%). Em contrapartida, os principais recuos foram observados em ovos (-8,4%), água mineral (-6,7%), óleo de soja (-5,4%), açúcar (-4,5%) e arroz (-4,2%).