
O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas subiu 9,2 pontos em março, para 115,0 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador subiu 3,5 pontos, para 112,6 pontos. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
“O nível de incerteza econômica voltou a subir em março, impulsionado pela guerra do Irã e seus desdobramentos globais. Há diversas fontes de incerteza no momento, especialmente quanto à duração e a uma possível escalada do conflito, bem como de seus impactos na economia mundial, a começar pela alta no preço do barril de petróleo, passando por riscos à cadeia de fertilizantes e o aumento da inflação, principalmente de alimentos.
A alta do IIE-Br foi observada em seus dois componentes, refletindo as incertezas no debate global e das previsões de inflação e da taxa Selic para daqui a um ano. O resultado leva o indicador para um nível elevado de incerteza, refletindo também a forte instabilidade da economia mundial do momento”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.
O componente de Mídia do IIE-Br subiu 7,5 pontos, para 117,2 pontos, contribuindo positivamente com 6,5 pontos para o resultado agregado. O componente de Expectativas que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, subiu 12,0 pontos no mês, passando a 99,6 pontos e contribuindo positivamente com 2,7 pontos para a alta do IIE-Br.