
Com foco em compradores e investidores de imóveis residenciais, a Pesquisa Raio-X FipeZAP do 4º trimestre de 2025 revela que as transações e intenção de compra apresentou um novo recuo passando de 12% na amostra do3º trimestre para 10% da amostra referente ao 4º trimestre de2025. Em relação ao tipo do imóvel adquirido, a opção pelos “usados” manteve sua liderança (69%), embora tenha perdido um pouco do seu espaço para os imóveis “novos” no último trimestre. Ainda entre os compradores, a participação do objetivo “investimento” declinou de 42%, no 3º trimestre de 2025, para 33%, no 4º trimestre de 2025.
Entre os que adotaram essa estratégia, a preferência pela locação do imóvel para obtenção de renda foi majoritária (71%) em relação à alternativa de revenda após valorização (29%). Por outro lado, a intenção de “morar com alguém” se destacou entre os compradores com o objetivo “moradia” (64%), superando as alternativas de usá-lo para “morar sozinho ”(22%) ou para “outra pessoa morar” (14%). Já a proporção de compradores potenciais– isto é, de respondentes que declararam a intenção de adquirir um imóvel nos próximos 3 meses – oscilou para 33% da amostra do 4º trimestre de 2025.
Em termos de preferência por imóveis novos ou usados, os integrantes desse grupo se distribuíram entre aqueles com declarada preferência por usados (49%), os indiferentes entre ”novos” e “usados” (42%) e os que buscavam apenas imóveis novos (9%). Já com respeito aos objetivos da
compra, a opção de destinar o imóvel para moradia se manteve majoritária entre os respondentes (87%), especialmente com a intenção de “morar com alguém ”(71%).
Com base em dados informados pelos respondentes, a participação de compras classificadas como investimento nos últimos 12 meses encerrou o ano em 41%, oscilando marginalmente em relação ao final do ano precedente (40%). No conjunto de transações identificadas como investimento pelos compradores em 2025, o objetivo de alugar o imóvel para obtenção de renda (67%) consolidou sua liderança em relação ao objetivo de revenda (33%).
Já o número de transações que apresentaram algum desconto correspondeu a 71% das compras efetivadas nos últimos 12 meses encerrados em
dezembro de 2025 – o maior patamar já registrado na Pesquisa Raio-X FipeZAP. Quanto ao desconto médio arbitrado entre compradores e vendedores, os percentuais registrados também cresceram de forma relevante, especialmente ao longo do segundo semestre do ano, atingindo em dezembro de 2025 os respectivos tetos no histórico dapesquisa:10%, considerando todas as transações realizadas (com e sem desconto), e 14%, entre as transações que apresentaram algum desconto no valor anunciado.
Entre o 4º trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, a parcela dos respondentes que classificavam os preços dos imóveis residenciais como “altos ou muito altos” recuou de 78% para 73% das respectivas amostras. Em contrapartida, o percentual de respondentes que avaliavam os preços atuais como “razoáveis” também oscilou marginalmente de 15% para 17%, assim como a percepção de que os preços se encontravam em níveis “baixos ou muito baixos” (nesse caso, de 2% para3%).
Finalmente, aqueles que não souberam opinar passaram a representar7% dos respondentes da pesquisa referente ao 4º trimestre de 2025. Em relação à expectativa de preços para os próximos 12 meses, a última leitura da Pesquisa Raio-X FipeZAP revela que o percentual de respondentes
que projetavam aumento nominal no valor dos imóveis recuou de 50%, no 4º trimestre de 2024, para 44%, no 4º trimestre de 2025. Comparativamente, a participação de respondentes que partilham da expectativa de manutenção dos preços atuais se manteve inalterada em 23%, enquanto o grupo de participantes que apostavam na queda dos preços registrou discreto declínio no período, passando de 9% para 8% da contagem das respectivas amostras. Em termos de variação esperada para os preços dos imóveis residenciais, a expectativa média dos respondentes do 4º trimestre de 2025 da Pesquisa Raio-X projeta uma alta nominal de 3,3% nos próximos12 meses.