Professores fazem protesto contra retirada da Filosofia da grade curricular

Simpa e Atempa reuniram dezenas de servidores no Paço Municipal, no final da tarde desta sexta-feira

Foto: Mauro Schaefer/CP

O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) e a Associação dos Trabalhadores em Educação no Município (Atempa) realizaram, no fim da tarde desta sexta-feira, em frente ao Paço Municipal, um ato público para protestar contra o plano da Prefeitura para a reformulação dos currículos escolares do Ensino Fundamental da rede municipal. A exclusão da disciplina de Filosofia da grade obrigatória é um dos itens da proposta.

Com palavras de ordem e cartazes contra o prefeito Sebastião Melo, dezenas de professores municipais ocuparam o local e reivindicaram uma grade sem as mudanças defendidas pela Secretaria Municipal da Educação (Smed). Além da retirada da disciplina de Filosofia, a proposta aumenta a carga horária de Português e Matemática do primeiro ao nono ano, estabelece oferta obrigatória de Ensino Religioso e reduz os períodos de História e Geografia.

“Estamos aqui hoje, no dia dos professores, para protestar contra essa proposta antipedagógica da Secretaria Municipal da Educação (Smed) para o currículo das escolas, que retira a Filosofia da grade curricular colocando a Religião, entre outros absurdos. Não houve nenhuma discussão com os professores e a comunidade escolar. Na verdade trata-se de uma medida ditatorial e antidemocrática”, afirmou o diretor-geral do Simpa, João Ezequiel da Silva.

Para o diretor-geral da Associação dos Trabalhadores em Educação no Município (Atempa), Marcus Vianna, é necessário um debate com a participação dos professores e da comunidade para decidir algo tão grave, como a retirada da disciplina de Filosofia do currículo escolar. “Não fomos ouvidos pela Smed e a Prefeitura. A Filosofia é uma matéria fundamental para os jovens e estudantes aprenderem a pensar, aprenderem lógica e como o mundo é um desafio cotidiano”, enfatizou. Vianna ressaltou, ainda, que uma lei municipal estabelece a realização de congressos municipais para debater o que vai ser trabalhado em sala de aula. “Mudar toda a organização das escolas em meio à pandemia é muito complicado e só atrapalha. Vemos com maus olhos esse desprestígio da nossa profissão”, destacou.

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