
Representantes do governo brasileiro e da União Europeia iniciam, nesta quarta-feira, um série de reuniões para discutir a decisão do bloco de excluir o Brasil da lista de países aptos a exportar carnes para a UE. Conforme o governo, o chefe da delegação brasileira junto ao bloco europeu tem uma reunião agendada com autoridades sanitárias do continente. Em Brasília, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, encontra, pela manhã, a embaixadora da União Europeia em Brasília, Marian Schuegraf.
O objetivo do encontro será buscar esclarecimentos sobre os motivos da exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados. A decisão da União Europeia foi justificada pelo bloco europeu com base em regras relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na pecuária.
Exportações mantidas
Segundo o texto, a decisão foi tomada após votação realizada no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, responsável por atualizar a lista de países aptos a exportar produtos de origem animal para a União Europeia.
O governo ressaltou que, apesar da decisão, as exportações brasileiras seguem ocorrendo normalmente no momento e que a medida europeia só deve entrar em vigor em 3 de setembro de 2026.
Defesa sanitária
Em nota oficial, o governo brasileiro defendeu a qualidade do sistema sanitário nacional e destacou o histórico das exportações agropecuárias brasileiras. Segundo o comunicado, o Brasil possui um sistema sanitário “robusto e de qualidade internacional reconhecida” e é atualmente o maior exportador mundial de proteínas de origem animal. O governo também ressaltou que o país fornece produtos agrícolas ao mercado europeu há cerca de 40 anos.
*com Agência Brasil