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Primeiro trimestre registra alta de 28,2% em recursos para financiamento de veículos

Total de recursos liberados chega a R$ 60,3 bilhões, entre janeiro e março deste ano

Crédito: Freepik

A Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF) aponta crescimento de 13,1% no saldo total da Carteira de Veículos, atingindo R$ 431,3 bilhões nos três primeiros meses de 2024. Em 2023, o saldo de janeiro a março chegou a R$ 381,2 bilhões. Ainda não é possível saber se o corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, chegando a 10,50% ao ano, anunciada recentemente pelo Copom (Comitê de Política Monetária), terá efeito prático no setor de automóveis.  Mas as constantes reduções nos juros, desde o ano passado, têm se mostrado favoráveis ao setor.

Conforme a entidade, o total de recursos liberados no período apresentou uma elevação de 28,2%, R$ 60,3 bilhões contra R$ 47 bilhões. Desse montante, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) corresponde sozinho por R$ 60,08 bilhões, seguido pelo Leasing, R$ 274 milhões. A taxa de juros caiu menos de um ponto percentual e a inadimplência, acima de 90 dias para pessoa física, teve uma leve diminuição, cerca de 0,7 pontos percentuais, indo de 6,1%, para 5,4%. Já para pessoa jurídica permanece praticamente estável em 3,2%, se comparado com os três primeiros meses de 2023.

ESCOAMENTO DE VENDAS

O volume financiado de veículos de passeio e comerciais leves aumentou de 40% para 45%, entre janeiro e março de 2024. No contraponto, as vendas à vista caíram de 55% para 50%. “Percebemos uma confiança maior do consumidor em financiar um veículo, ainda que se esperasse um corte maior na taxa de juros”, diz Paulo Noman, presidente da ANEF.

No caso das vendas de motocicletas, nota-se um pequeno aumento no número de financiamentos, 37% para 38%, e de vendas à vista, 28% para 30%. Já o Consórcio caiu de 35% para 32%, nos primeiros trimestres de 2024, comparado ao mesmo período do ano passado.

Em se tratando de veículos pesados (caminhões e ônibus), houve uma migração dos veículos financiados, redução de 41% para 34%, para o Finame (incluso Finame Leasing), que elevou sua participação em cinco pontos percentuais, de 31% para 36%.

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