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Operações de crédito sobem 0,2% em abril, diz BC

Estoque atingiu um valor d e R$ 5,9 trilhões

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

O estoque das operações de crédito do sistema financeiro nacional (SFN) cresceu 0,2% em abril, ao atingir R$ 5,9 trilhões. Esse desempenho é resultado do crescimento de 0,9% do estoque de crédito para pessoas físicas, total de R$ 3,6 trilhões, em contraposição à redução de 0,9% no crédito a pessoas jurídicas, total de R$ 2,2 trilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central.

Nos 12 meses até abril, a expansão do crédito do sistema se acelerou, com crescimento de 8,7% ante 8,5% no mês anterior. Por segmento, observados os mesmos períodos de comparação, o estoque de crédito apresentou comportamentos distintos, com desaceleração no crédito às empresas, que cresceu 5,3% ante 5,7% em março e avanço no crédito às famílias, que teve incremento de 10,9% ante 10,3%, no mês anterior.

O estoque de crédito com recursos livres registrou retração de 0,2% no mês e expansão de 6,2% em doze meses, totalizando R$3,4 trilhões. O estoque de crédito livre às empresas alcançou R$1,4 trilhão, com recuo mensal de 1,4% e acréscimo de 2,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Nesse contexto, destacaram-se as diminuições dos estoques das operações de desconto de duplicatas e outros recebíveis (-11,2%), após alta sazonal no mês anterior, de antecipação de faturas de cartão de crédito (-5,7%) e de cartão de crédito rotativo (-39,5%).

CRÉDITO PARA AS FAMÍLIAS

O estoque do crédito livre às famílias cresceu 0,8% no mês e 8,9% em 12 meses, ao alcançar R$2,0 trilhões. Esse resultado mostrou-se mais significativo no crédito não rotativo, que aumentou 0,8% no mês e 9,2% em 12 meses. No crédito rotativo, as altas foram de 0,8% e 8,0%, na ordem. Destacaram-se as expansões dos estoques de financiamentos para aquisição de veículos (+1,6%), de cartão de crédito total (+0,9%) e de crédito consignado para trabalhadores do setor público (0,6%) e para beneficiários do INSS (0,7%).

O estoque do crédito direcionado em abril avançou 0,7% no mês e 12,4% em 12 meses, alcançando R$ 2,5 trilhões. Nas operações com pessoas jurídicas, o crédito totalizou R$815,2 bilhões, com incrementos de 0,2% no mês e de 10,4% em 12 meses. Na mesma ordem, nas operações com pessoas físicas, o estoque de crédito avançou 0,9% e 13,4%, somando R$1,7 trilhões, com destaque para os financiamentos imobiliários com taxas reguladas.

As novas contratações de crédito atingiram R$ 562,2 bilhões em abril, mês que apresentou dois dias úteis a mais que o anterior. Nas séries com ajuste sazonal, as novas contratações totais diminuíram 2,5% no mês, com quedas de 0,5% nas operações realizadas com pessoas jurídicas e de 2,1% nas realizadas com pessoas físicas. No acumulado em 12 meses até abril de 2024, as concessões nominais cresceram 7,8%, com incrementos de 5,2% nas operações realizadas com empresas e 10,0% nas pactuadas com as famílias. As novas contratações médias diárias em abril recuaram 10,5% em relação a março, com decréscimos de 16,3% nas operações para as pessoas jurídicas e 5,5% nas operações para pessoas físicas.

TAXA MÉDIA DE JUROS

A taxa média de juros das concessões em abril diminuiu 0,2 ponto percentual no mês e 3,9 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 28,0% ao ano. Por segmento, as taxas médias de juros pactuadas nas contratações com empresas e famílias situaram-se em 18,5% ao ano e em 32,7% ao ano, respectivamente, com reduções mensais de 0,2 ponto percentual e 0,1 ponto percentual e de 2,6 ponto percentual e 4,7 ponto percentual em 12 meses, na ordem. O spread bancário atingiu 19,2 pontos percentuais, com diminuição mensal de 0,2 ponto percentual e de 2,4 pontos percentuais em 12 meses.

No crédito com recursos livres, a taxa média de juros recuou 0,1 ponto percentual no mês e 4,3 pontos percentuais em 12 meses, ao atingir 40,4% ao ano. Nas operações com empresas, a taxa média alcançou 21,3% ao ano, com alta de 0,4 ponto percentual no mês e redução de 2,2 pontos percentuais em 12 meses. Para o incremento mensal prevaleceu o incremento devido às taxas de juros (efeito taxa), ante a redução causada pelas alterações na composição da carteira (efeito saldo). Destacaram-se os aumentos das taxas de capital de giro com prazo superior a 365 dias (+1,0 ponto percentual) e de cartão de crédito rotativo (+39,7 pontos percentuais).

Nas operações de crédito com recursos livres às famílias, a taxa média de juros situou-se em 53,0% pontos percentuais, com diminuição de 0,4 ponto percentual no mês e de 6,6 pontos percentuais em 12 meses. O movimento ocorrido no mês resultou, basicamente, da redução das taxas (efeito taxa), com destaque para a redução de 8,7 ponto percentual na taxa média de cartão de crédito parcelado.

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