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Primeira bomba flutuante é instalada pelo Dmae no bairro Sarandi

Equipamento foi emprestado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp)

Instalação exige megaoperação com técnicos e máquinas | Foto: Julio Ferreira / PMPA / CP

10Na tarde deste domingo, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) instalou a primeira bomba flutuante no bairro Sarandi, na Zona Norte de Porto Alegre. O equipamento foi emprestado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

No total, serão nove equipamentos de alta capacidade instaladas na cidade. Eles têm capacidade para drenar cerca de 2 mil litros de água por segundo, ou seja, 7,2 milhões de litros por hora. Serão colocados na região do aeroporto, Sarandi e Humaitá.

“Esses equipamentos pesam em torno de 10 toneladas. A Sabesp disponibilizou 18 para o Estado e estão vindo para Canoas e Porto Alegre. As demais bombas devem chegar entre hoje (domingo) e amanhã (segunda-feira) e serão instaladas ao longo da semana por técnicos da Sabesp e do Dmae”, explica o diretor-geral Mauricio Loss.

A instalação da bomba demanda uma megaoperação, desde a movimentação do flutuante com caminhões-munck, translado de geradores de grande amperagem, posicionamento nos locais de instalação e redimensionamento do cano de expurgo até os rios Gravataí e Guaíba.

Dos 1,2 mil afetados, são pelo menos 500 colaboradores que tiveram casas atingidas pelas enchentes, com danos totais ou parciais. Por conta disso, a Associação dos Funcionários da Santa Casa (AFUSC) criou uma campanha por meio da chave Pix solidariedade@santacasa.org.br para ajudar estas famílias a se reestruturarem. A Santa Casa também organizou um espaço para acolher cerca de 100 profissionais que não conseguiram retornar para casa, além de um sistema de transporte para buscar e levar os colaboradores em regiões onde o transporte coletivo não está em funcionamento.

Sistema parecido também é realizado no hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde cerca 700 dos seus mais de 6 mil funcionários foram afetados pela enchente. O serviço de transporte foi implementado na última semana, partindo em diferentes horários das cidades de Gravataí, Cachoeirinha, Sapucaia do Sul, Esteio, Canoas e São Leopoldo. Conforme o hospital, dos mais de 6 mil colaboradores, cerca de 4 mil atuam em atividades essenciais que precisam ocorrer de forma presencial, com índice de faltas em 25% por conta dos transtornos causados pela enchente.

Já no Hospital Moinhos de Vento, cerca de 800 colaboradores foram afetados pelas enchentes, conforme um levantamento do setor de Gestão de Pessoas. Destes, 350 tiveram perdas totais ou parciais em suas casas. Ao menos 100 profissionais estiveram em alojamentos montados pelo hospital. A instituição também está garantindo transporte em pontos estratégicos para facilitar o deslocamento de cerca de 500 colaboradores que residem nas cidades de Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Esteio, Gravataí, Sapucaia do Sul e Viamão.

Também foram tomadas medidas de amparo financeiro aos colaboradores atingidos, como a disponibilização da chave Pix moinhos.social.colaboradores@hvm.org.br. Além disso, o hospital também realizou a antecipação da primeira parcela do 13º salário para os funcionários.

O hospital São Lucas da PUCRS tem, até o momento, cerca de 200 colaboradores que foram atingidos pelas enchentes. Entretanto, não há o registro de quantos estão trabalhando ou afastados. Apesar disso, o hospital ressalta que não há falta de profissionais no atendimento dos serviços essenciais, mas que a situação é monitorada diariamente caso seja necessária alguma medida de suspensão de atividades.

 

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