Caso Miguel: delegado relata falta de desejo da mãe em encontrar filho e chama madrasta de monstro

Primeiro depoimento foi do delegado Antônio Carlos Ractz

Delegado relata falta de desejo da mãe em encontrar filho e chama madrasta de monstro | Foto: Ricardo Giusti/CP

O julgamento do assassinato de Miguel dos Santos Rodrigues começou na manhã desta quinta-feira no Fórum de Tramandaí, no Litoral Norte. O primeiro depoimento foi do delegado responsável pelo caso, Antônio Carlos Ractz. Em sua manifestação, ele afirmou que a mãe do menino, Yasmin Vaz dos Santos, não tinha desejo de encontrar o filho logo depois de ter comunicado o desparecimento. Ao falar da madrasta, Bruna Nathiele Porto da Rosa, Ractz foi ainda mais incisivo: “Eu não tenho respeito por ela. Ela não é uma pessoa, ela é um monstro”, declarou.

“Desde o início, eu achei estranho o comportamento da mãe e da madrasta. No interrogatório da Yasmin eu me deparei com a pessoa mais fria que encontrei na minha vida. Eu chorei durante esse interrogatório. Ela admitiu que mantinha a criança trancada num armário. Eu tentava tirar dela o paradeiro da criança, mas ela não demonstrava desejo de encontrar o próprio filho”, disse o delegado.

Antônio Carlos Ractz explicou que durante as investigações encontrou as buscas que mãe e madrasta fizeram antes de comunicar o desparecimento da criança. “Procuraram para ver se era possível encontrar digitais no mar”.

Durante a sua manifestação, Ractz se deteve a falar do comportamento da madrasta Bruna Nathiele. “Ela é teatral. Ela provavelmente fará aqui um teatro, mas eu não tenho respeito por ela. Para mim, ela não é uma pessoa, ela é um monstro”, relatou.

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