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Decisão do Copom entra na mira dos investidores

Analistas consideram que o ambiente externo se tornou mais desafiador para o comitê

Edifício-Sede do Banco Central em Brasília. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As atenções do mercado financeiro se voltam para a decisão a ser tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central no comunicado ao final da reunião que acontece nesta terça-feira, 31, e quarta-feira, 1. Isto porque, apesar de ter sido prevista uma redução de 0,50 ponto percentual na ata da última reunião, o cenário econômico teve mudanças. Mesmo com o “confortável” resultado do IPCA-15, uma prévia da inflação de outubro, e o entendimento de que, após ultrapassar 5% em 12 meses o indicador vai desacelerar até o fim do ano, economistas apontam que fatores de desinflação estão chegando ao fim.

Há um alerta sobre uma alta dos juros longos nos Estados Unidos e um ambiente externo se tornou mais desafiador em função dos riscos que o cenário global com o acirramento da guerra no Oriente Médio. O preço médio da gasolina nos postos brasileiros caiu R$ 0,05 por litro esta semana com repasses do corte promovido pela Petrobras em suas refinarias no último sábado (21). Foi a nona semana consecutiva de recuo. Com a sequência de quedas, o preço da gasolina no país volta a patamares de agosto, antes do último aumento da Petrobras, e já vem ajudando a conter a inflação, com forte contribuição na desaceleração do IPCA-15.

IMPACTO

O mercado avalia que o corte anunciado pela Petrobras na semana passada deve ajudar a levar a inflação para abaixo do limite de tolerância da meta estabelecida pelo Banco Central para 2023, de 4,75%. Também refletindo o ajuste feito pela estatal, o preço médio do diesel S-10 subiu R$ 0,07 por litro esta semana, para R$ 6,25. O repasse integral previsto pela empresa era de R$ 0,22 por litro. Com a alta, o combustível é vendido pelo maior preço desde fevereiro.

No fechamento do mercado na sexta-feira, 27, o preço do diesel vendido nas refinarias da Petrobras estava R$ 0,21 por litro abaixo da paridade de importação calculada pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Na gasolina, a diferença era de R$ 0,11 por litro. Se este cenário for mantido nos próximos meses, o governo federal poderá ter complicações no começo de 2024, quando os impostos sobre os combustíveis têm previsão de alta. Em janeiro, está prevista a retomada da cobrança de PIS/Cofins sobre gasolina e diesel.

E, em fevereiro, haverá aumento do ICMS, segundo despachos publicados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) na última quinta-feira, 26. O ICMS da gasolina subirá R$ 0,15, para R$ 1,37 por litro. No diesel, a alta será de R$ 0,12, para R$ 1,06 por litro. Já a alíquota do gás de cozinha foi definida em R$ 1,41 por quilo, aumento de R$ 0,16 em relação ao vigente atualmente -em um botijão de 13 quilos, a diferença é de R$ 2,08. Juntos serão os primeiros aumentos desde que o imposto passou a ser cobrado em alíquota única nacional.

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