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Turismo deve ter crescimento de 8,8% em 2023, diz CNC

Entidade divulga nesta quarta-feira o Panorama do Turismo

Crédito: Getty Images/iStockphoto

O volume de receitas do turismo deverá encerrar 2023 com faturamento real de R$ 458 bilhões, um avanço de 8,8% em relação a 2022. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), destacando que a maior quantidade de feriados prolongados no ano, fenômeno favorável à geração de receitas para o setor, deve contribuir para o aumento do nível de atividade do turismo. Nesta quarta-feira, 27, no Dia Mundial de Turismo, a CNC divulga o Panorama do Turismo, contendo informações sobre as atividades do setor.

Cada feriado ou ponto facultativo prolongado tende a injetar 2,1% no volume anual de receitas do setor. Nesse sentido, a receita real das atividades turísticas pode ser positivamente impactada em até R$ 48 bilhões – valor correspondente ao faturamento de 40 dias do setor. O volume de receitas de julho chegou a R$ 41 bilhões, o maior da série histórica, iniciada em 2012, para o mês e, descontada a inflação, houve alta de 7,8% em relação a julho do ano passado, e foi a quinta variação positiva mensal em 2023.

“Essa capacidade de regeneração é um dos motivos pelos quais o setor de serviços e, em particular, as atividades turísticas, foram muito importantes na retomada da atividade econômica do pós-pandemia”, aponta o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Ele lembra que há exatos três anos o turismo registrava perda de quase dois terços de suas receitas mensais.

A projeção da CNC é que sejam criadas 165,2 mil vagas de emprego no setor em 2023. Nos 12 meses contados a partir de julho do ano passado, houve alta de 5,9%, com destaque para os segmentos de serviços culturais, que tiveram alta de 16,9%; de aluguel de veículos, que cresceu 13,2%; e de bares e restaurantes, com acréscimo de 7%.

TENDÊNCIA

A tendência de queda do preço médio das tarifas de voos domésticos, que chegou a ultrapassar o valor de R$ 700 no segundo semestre de 2022, mas que em julho de 2023 estava em R$ 565,21, anima o setor do turismo. Conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), houve queda de 3,2% em julho em relação a julho de 2022. Com isso, o fluxo de passageiros em voos domésticos se aproximou de 8,5 milhões de pessoas – maior patamar da série histórica apurada pela própria agência reguladora. Em voos internacionais, foram 1,7 milhão de turistas, alta de 18% em relação a julho de 2022.

“O esforço do governo federal para aprovar a reforma tributária e proporcionar condições macroeconômicas ao turismo brasileiro tem um viés importante que impacta no preço das passagens aéreas, pois está criando um cenário favorável para esta redução”, avalia o diretor da CNC e coordenador do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da entidade, Alexandre Sampaio. Ele avalia que é muito importante a continuidade dessa trajetória decrescente dos preços, pois o custo aéreo é crucial para um país continental como o Brasil.

Já a inflação sobre as atividades turísticas nos 12 meses encerrados em julho foi de 5%, com as maiores altas nos preços de hospedagem (14,2%), dos pedágios (11%) e dos pacotes turísticos (8,2%). Houve queda de 4,4% nos valores pagos pelo transporte por aplicativo e de 2,5% nas casas noturnas.

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