Bolsonaro nega que PEC dos Benefícios seja medida eleitoreira

Aumento do Auxílio Brasil, voucher e outras medidas são alvo de críticas devido ao ano eleitoral e descumprimento de teto de gastos

Foto: Alan Santos / PR / Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro (PL) rebateu as críticas que a PEC dos Benefícios vem recebendo de especialistas e de parlamentares no Congresso Nacional. No Twitter, ele defendeu que a proposta não visa as eleições de outubro, apenas busca aliviar os impactos da pandemia e da guerra entre Rússia e Ucrânia.

“Se nada fosse feito para aliviar os brasileiros dos impactos do ‘fica em casa que a economia vê depois’ e da guerra, a esquerda e a imprensa reclamariam de omissão. Como estamos fazendo, reclamam de [caráter] eleitoreiro. É simples: quanto pior for para o povo, melhor para se promoverem”, afirmou Bolsonaro.

A PEC dos Benefícios busca aumentar o Auxílio Brasil dos atuais R$ 400 para R$ 600, instituir um auxílio mensal aos caminhoneiros no valor de R$ 1 mil entre julho e dezembro deste ano, promover um outro auxílio aos taxistas e um aumento do Auxílio Gás que dobra o valor do benefício.

Atualmente, o texto aguarda votação em comissão especial da Câmara dos Deputados. O relatório da proposta chegou a ser lido na sessão dessa terça-feira, mas a oposição conseguiu um pedido de vista e adiou a aprovação do documento. A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado, publicou nesta quarta-feira um relatório que aponta efeitos negativos da PEC dos Benefícios.

Os economistas entendem que o texto fragiliza a regra do teto de gastos e reduz a confiança na disciplina fiscal, além de propor aumentos maiores do que a inflação. O documento ainda questiona a destinação dos R$ 41 bilhões perto das eleições.