Acendimento da Chama Crioula marca início da Semana Farroupilha no Rio Grande do Sul

Solenidade no Palácio Piratini contou com número restrito de convidados

Símbolo tradicionalista foi levado por cavalarianos à sede do Governo do Estado. Foto: Alina Souza/Correio do Povo

A Semana Farroupilha no Rio Grande do Sul começou, oficialmente, nesta terça-feira (14) – quando ocorreu o acendimento da Chama Crioula no Palácio Piratini. O tradicional símbolo chegou à sede da administração pública gaúcha nas mãos de cavalarianos, recepcionados pelo governador Eduardo Leite (PSDB).

Mais uma vez, os festejos tiveram a programação alterada em razão da pandemia. A cerimônia, que normalmente conta com a presença de centenas de autoridades, foi reduzida. A patrona da Semana Farroupilha em 2021, Liliana Cardoso, colocou a inclusão no centro do seu discurso. Ela é a primeira mulher negra a receber a homenagem.

“É nessa chama viva em que invocamos o cinquentenário da Consciência Negra, de um Oliveira Silveira, gaúcho de Rosário do Sul, que pauta na sua trajetória a liberdade, igualdade e humanidade. Em um mundo tão desigual, com tanto ódio, e que ainda o amor se sobrepõe. Perante essa Chama, penso eu sermos iguais”, disse.

A fala de Eduardo Leite seguiu a mesma linha, mas dentro do aspecto político. “Certamente muita gente aqui não pensa como o governador, mas nós respeitamos as nossas diferenças e não desperdiçamos energia em nos confrontarmos como povo. Podemos confrontar no campo das ideias, mas não nos enfrentamos como povo”, afirma.

Programação

Neste ano, os festejos relembram a trajetória de Anita Garibaldi – heroína que teria completado 200 anos de vida no último dia 30 de agosto. A programação será realizada, principalmente, de forma virtual. Os poucos eventos presenciais que estão programados terão número reduzido de frequentadores, e transmissão nas redes sociais.

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