Uruguai estende restrições e suspende aulas até o fim de abril para conter pandemia

Medidas incluem o fechamento de todos os órgãos públicos, de academias e free-shops na fronteira, assim como a suspensão de festas e eventos sociais

Foto: Redes sociais de Lacalle Pou/Reprodução

O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, anunciou nesta quarta-feira, 8, que vai prorrogar as atuais medidas contra a Covid-19 até o final de abril. Entre as restrições estão a suspensão das aulas presenciais e de shows públicos. Com a decisão, o governo resiste às pressões de diversos setores para impor restrições mais severas.

As medidas anunciadas em 23 de março, inicialmente em vigor até o dia 12 deste mês, vão ser estendidas até 30 de abril. O anúncio foi feito em entrevista coletiva na sede presidencial em Montevidéu, após reunião de Lacalle Pou com a comissão de especialistas que assessoram o governo sobre a pandemia.

O pacote de restrições para conter o aumento de infecções e mortes inclui o fechamento de todos os órgãos públicos (exceto serviços essenciais), a suspensão de espetáculos públicos, o fechamento de academias e free-shops na fronteira, assim como a suspensão de festas e eventos sociais.

“Proteger abril”

Estabelecer essa data para “proteger abril”, como recomendam os especialistas, “não é um capricho”, disse Lacalle Pou. “Presume-se que por volta do final de abril poderemos começar a ver as consequências do plano de vacinação”, disse o presidente.

Até o momento, cerca de 20% da população uruguaia já recebeu a primeira ou segunda dose das vacinas Pfizer e Sinovac. Segundo o presidente, até a última semana de abril serão 860 mil vacinados com a primeira dose do imunizante produzido pela Sinovac e, no final do mês, 550 mil totalmente inoculados. A isso se somam o pessoal de saúde e outros grupos vacinados com a vacina da Pfizer.

Número de casos aumentou

Quanto às aulas, Lacalle Pou afirmou que “foi aprovado o prosseguimento das (turmas) não presenciais até pelo menos segunda-feira, 3 de maio”. A retomada gradativa estava prevista para depois da Páscoa, embora sem data precisa.

Antes considerado um exemplo de gestão da emergência sanitária na região, o Uruguai se tornou um dos países com mais infecções em proporção à sua população de 3,5 milhões de pessoas.

Em seu pior momento desde o início da pandemia, o país registrou um recorde de 3.935 infecções em 24 horas e 40 mortes na quarta-feira, 7. Esta semana também registrou números sem precedentes de mortes na segunda e terça-feira, com 45 mortes por dia. “As mortes aumentaram significativamente”, lamentou o presidente, afirmando que este é “o momento em que as medidas devem entrar em vigor”.

*Com informações da Agência Estado