Após cinco dias em queda, ocupação de leitos privados de UTI volta a registrar alta no RS

Já hospitais da rede pública tiveram sexto dia consecutivo de redução em ocupação dos leitos de alta complexidade

Foto: Divulgação / HCPA

O Rio Grande do Sul voltou a registrar alta na ocupação dos leitos privados de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), nesta quarta-feira. Após cinco dias de queda na taxa de lotação das UTIs em hospitais particulares, o índice de sobrecarga passou a ser de 110,5% nesta tarde, maior volume registrado desde o dia 3 de abril, quando era de 113,4%.

Atualmente, os hospitais privados atendem 1.045 pacientes nas UTIs para um total de 946 leitos disponíveis. Entre as sete macrorregiões do Rio Grande do Sul, quatro tinham hoje mais pacientes do que leitos de UTI na rede particular. O cenário mais grave ocorre na região dos Vales, em que o índice de lotação é de 286,7%: 46 pessoas internadas para 15 vagas.

Já os hospitais com leitos de UTI que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) completaram nesta tarde o sexto dia consecutivo de queda na ocupação, com taxa de 89,8%: 2.210 pacientes para 2.460 leitos. Mesmo com a redução, as macrorregiões Centro-Oeste e dos Vales seguem operando acima da capacidade máxima, com 107% e 100% de lotação, respectivamente.

O Rio Grande do Sul completa, nesta quarta, uma semana em que a taxa de ocupação geral das UTIs permanece abaixo dos 100%. Até às 15h, a lotação era de 95,6%. Neste horário havia 3.255 pacientes para 3.406 leitos de alta complexidade.

Desse total, 73,9% das pessoas internadas em estado grave foram infectadas pelo coronavírus ou com o quadro sob suspeita. Já a fila de espera de pacientes aguardando remoção para um leito de UTI é de 218 pessoas.

Já a capital se mantém em estabilidade. Nesta tarde, o município teve um leve aumento na ocupação geral das UTIs passando de 101% para 103,30% de ocupação. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), 10 hospitais da cidade não tinham leitos de UTI disponíveis, trabalhando no limite ou acima da lotação máxima, com alguma improvisação na alocação dos pacientes.

Ao todo, são 1.032 pacientes em estado grave na capital para 1.003 leitos. A fila de espera por vagas de alta complexidade permanece grande, com 125 pessoas nessa condição. Além disso, apesar da redução na pressão geral das emergências de hospitais e prontos atendimentos, o Hospital de Clínicas e o Pronto Atendimento da Cruzeiro do Sul atendiam duas vezes acima da capacidade máxima, por volta das 15h.