Sindicato pede que agentes de trânsito tenham prioridade na vacinação em Porto Alegre

Profissionais alegam que também exercem funções de segurança pública

Segundo entidade, 30 profissionais estão afastados em decorrência da Covid-19. Foto: Anselmo Cunha/PMPA

O Sindicato dos Agentes de Fiscalização de Trânsito de Porto Alegre (Sintran) divulgou, nesta terça-feira (6), que protocolou junto à prefeitura da Capital um pedido de prioridade na vacinação contra a Covid-19. Segundo a entidade, que representa 485 profissionais, a categoria também exerce funções de segurança pública e, por isso, deveria ser beneficiada com a campanha em andamento na cidade.

A requisição repete os argumentos expostos, nos últimos dias, pelos policiais federais e rodoviários – que permanecem no fim da fila por uma dose do imunizante. Os homens e mulheres que trabalham junto à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) alegam que estão constantemente expostos ao coronavírus e desempenham funções vitais na contenção do avanço da pandemia no município.

“Estamos na linha de frente, trabalhando tanto nas questões do trânsito, quanto na fiscalização da lotação e higienização dos ônibus e lotações. Temos contato direto com a população e, por isso, estamos diretamente expostos à contaminação. Inclusive estamos incluídos pela Constituição Federal na categoria da segurança pública”, afirma o vice-presidente o Sintran, Carlos Alberto Souza da Silveira.

De acordo com a entidade, cerca de 30 agentes estão, atualmente, afastados das funções em razão da Covid-19. “Em Canoas, Gravataí, Farroupilha, Uruguaiana e Guaíba, os prefeitos estão vacinando. Aqui em Porto Alegre, não entendemos o porquê da interpretação ser diferente das demais localidades. Vamos tentar contato com os rodoviários para saber se eles têm um plano de ação”, ressalta Silveira.

Contraponto

Procurada pela equipe da Rádio Guaíba, a prefeitura da Capital se posicionou através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A pasta explica que, atualmente, Porto Alegre está na fase 12 do calendário feito com base nas normas do Ministério da Saúde. Ainda conforme a SMS, “pode ser que haja alguma alteração (como houve para o pessoal da segurança), mas não há data pra isso”.