Leite, sobre Distanciamento Controlado: “Não deve ser apenas um comando do governador”

Chefe do Executivo gaúcho também negou que aquisição de doses pelos estados possa gerar desequilíbrio

Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

Diante do pior momento da pandemia da Covid e do rápido aumento da lotação de leitos de UTI no Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite disse que a responsabilidade pela contenção da disseminação do vírus precisa ser compartilhada. O chefe do Executivo concedeu entrevista ao Esfera Pública desta terça-feira.

Sob o modelo do Distanciamento Controlado, o Rio Grande do Sul contabiliza 11 regiões em bandeira preta, o que significa risco altíssimo de contaminação e possibilidade de saturação total dos leitos de UTI Covid. Leite apelou também para o comportamento individual. Segundo ele, não é “porque um restaurante está aberto que é necessário frequentá-lo”. “É um momento crítico, mas o Estado está dando os alertas. A bandeira preta está dada, toda a população sabe, todos os empresários sabem. Não deve ser apenas um comando do governador”, sustentou.

Leite indicou que o custo político da decisão de adotar ou não medidas mais restritivas, conforme a indicação das bandeiras, deve ser compartilhado. “Em segundo lugar, o governo deu os protocolos. Eles valem, a não ser que os prefeitos eleitos, reunidos em suas regiões entendam que os protocolos não devem ser levados adiante. É um decisão deles. Estou cumprindo minha parte, dei os alertas, mas estamos em uma democracia”, ressaltou. E completou dizendo que “se não houver disposição de todas as forças, o governador sozinho não pode decidir”.

A manutenção do sistema de cogestão também permite que sejam retomadas as aulas do Ensino Infantil e primeiros dois anos do Ensino Fundamental. O governador disse que o calendário está sendo discutido.

Vacinas

Enquanto o Estado aguarda do Ministério da Saúde envio de novo lote de vacinas contra a Covid, a Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei do Executivo que autoriza o Estado a adquirir doses do imunizante. Ele negou que a aquisição de doses pelos governadores possa gerar desequilíbrio entre as unidades da Federação. Leite reafirmou que confia no Plano Nacional de Imunizações, mas na prática o governo estadual mantém conversações com laboratórios para a compra direta – já avalizada em maioria pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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