CEO do Carrefour pede para que empresa no Brasil colabore com a Justiça

Alexandre Bompard pediu revisão completa das ações de treinamento dos colaboradores da rede de varejo no país

Manifestantes protestaram por justiça a João Alberto nesta sexta-feira | Foto: Mauro Schaefer/CP

Um dia depois de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, morrer espancado por dois seguranças do Carrefour de Porto Alegre, o CEO da rede de varejo, Alexandre Bompard, usou a conta no Twitter para se manifestar sobre o crime. Em uma série de publicações, Bompard lamentou o ocorrido e afirmou ter perdido ao Carrefour Brasil “total colaboração com a Justiça e autoridades” para esclarecimento do episódio. A investigação do crime, em Porto Alegre, teve início nesta sexta-feira pela Polícia Civil. Os dois ex-funcionários envolvidos na agressão tiveram prisões preventivas decretadas na noite de hoje.

O diretor-executivo ainda afirmou que “medidas internas” foram imediatamente tomadas, principalmente em relação à empresa de segurança contratada, que não teve o nome divulgado. E reforçou: “Essas medidas são insuficientes. Meus valores e os valores do Carrefour não compactuam com racismo e violência”.

Por fim, Bompard reforçou a revisão das políticas de segurança, respeito à diversidade e valores dentro da rede Carrefour. Segundo ele, ela vai ser acompanhada de um plano de ação definido com o suporte de empresas externas para “garantir a independência deste trabalho”.