Desemprego bate recorde e atinge 13,5 milhões de brasileiros

Desde o início da pandemia, quase 3,5 milhões de pessoas ficaram desempregadas

Foto: Marcello Casal / Agência Brasil

O desemprego chegou a 13,5 milhões de pessoas e atingiu 14% da população em setembro deste ano, dois recordes da série mensal da Pnad Covid19 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios — Pnad Covid19), divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Desde o início da pandemia, quase 3,5 milhões de pessoas ficaram desempregadas. Em maio, no início da pesquisa, eram 10,1 milhões de pessoas sem emprego.

“Há um aumento da população desocupada ao longo de todos esses meses. Esse crescimento se dá em função tanto das pessoas que perderam suas ocupações até o mês de julho quanto das pessoas que começam a sair do distanciamento social e voltam a pressionar o mercado de trabalho”, explicou a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

Já a população ocupada do país ficou em 82,9 milhões de pessoas em setembro, aumento de 1% frente ao mês anterior e recuo de 1,7% em relação a maio, o que para Maria Lucia, mostra a retomada gradual da economia. Do total de pessoas empregadas, 93,5% não estavam afastadas do trabalho por conta da pandemia. Destes, cerca de 10,4% trabalharam de forma remota, no home office.

Testes para Covid-19

A Pnad Covid19 também revela que o número de pessoas que fizeram algum teste de diagnóstico da Covid-19 chegou a 21,9 milhões em setembro, o equivalente a 10,4% da população. Isso representa um aumento de quatro milhões em relação a agosto, em que 17,9 milhões haviam feito o teste. Houve aumento também no número de testes positivos para a doença. No mês passado, 3,9 milhões de brasileiros receberam o diagnóstico da covid-19, já em setembro foram 4,8 milhões de pessoas que testaram positivo.

Por grupos de idade, o maior percentual de pessoas que fizeram algum teste para detecção da Covid-19 foi entre 30 a 59 anos, cerca de 14,3% do total. Em seguida, os grupos de 20 a 29 anos (12,1%) e 60 anos ou mais (9,2%).  O Distrito Federal foi a unidade da Federação com maior percentual de testes realizados, cerca de 22,2%. Na sequência vem o Piauí (17%) e Goiás (16%). Os estados com menor porcentagem de testes realizados foram Pernambuco (6,8%), Acre (6,9%) e Minas Gerais (7,8%).

Três tipos de testes são abordados pela pesquisa: o SWAB, exame em que o material é coletado com cotonete na boca e/ou nariz; o teste rápido com coleta de sangue por um furo no dedo; e o exame com sangue retirado na veia do braço. Dos 21,9 milhões de pessoas que fizeram o teste, 8,8 milhões fizeram SWAB e, destas, 2,3 milhões receberam diagnóstico positivo. Este é o primeiro levantamento mensal feito pelo IBGE sobre os impactos da pandemia do novo coronavírus no país. Até a semana passada, eram divulgados boletins semanais.