Dólar ultrapassa R$ 5,60 com avanço da Covid-19 na Europa

Bolsa sobe e supera os 99 mil pontos em dia de recuperação da J&F

Foto: Arquivo / Agência Brasil

Pelo segundo dia consecutivo, tanto o dólar como a bolsa de valores subiram. A retomada dos casos do novo coronavírus em vários países desenvolvidos aumentou as incertezas no mercado global, fazendo a moeda norte-americana voltar a ultrapassar a marca de R$ 5,60. No entanto, a bolsa brasileira fechou em alta, amparada por ganhos de ações de empresas do país.

O dólar comercial encerrou a quarta-feira vendido a R$ 5,603, com alta de R$ 0,019 (+0,34%). A cotação começou o dia em queda, chegando a R$ 5,53 na mínima do dia, por volta das 10h. No entanto, o movimento reverteu-se ainda durante a manhã. A divisa subiu até fechar próxima da máxima do dia.

O surgimento de uma segunda onda de casos de Covid-19 na Europa provocou tensões nos mercados ao longo do dia. Hoje, Portugal decretou estado de calamidade, e a França anunciou toque de recolher entre 21h e 6h, em nove cidades, incluindo Paris, para conter o avanço da doença.

Nos Estados Unidos, os investidores perderam as esperanças de que um novo pacote de estímulo fiscal para a maior economia do planeta seja aprovado antes das eleições presidenciais de novembro. Em conferência, o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, disse ser improvável que o Congresso alcance um acordo antes do pleito.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, voltou a subir, fechando o dia aos 99.334 pontos, com alta de 0,84%. O indicador está no maior nível desde 17 de setembro, quando tinha fechado pouco acima dos 100 mil.

Acordo

O fechamento de um acordo entre a J&F e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos levou as ações da produtora de carnes JBS (controlada pela J&F) a subirem 9,2% nesta quarta, sustentando a alta do Ibovespa. A J&F declarou-se culpada de violar legislação norte-americana contra corrupção e vai pagar multa de cerca de US$ 128 milhões. O acordo retira um entrave para que a JBS lance ações no exterior, o que aumentou a demanda por ações da companhia no Brasil.