Economista estima que dólar pode aumentar diante do coronavírus e orienta: “controle de gastos”

Momento é de atenção com gastos relacionados ao dólar

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Em meio aos receios de uma possível pandemia do Covid-19, o novo coronavírus, o dólar e o mercado financeiro estão em ebulição na Europa e nos Estados Unidos. Enquanto as bolsas caíram nesta segunda-feira, a moeda norte-americana, fechou em R$ 4,40 diante do real na última sexta-feira e a tendência é de trajetória ascendente.

Seguindo a trilha do atual cenário internacional, segundo o economista Adriano Severo, “está mais fácil que o dólar atinja os R$ 5 do que retroceda aos R$ 4”. Com isso, o momento é ainda mais propício para a mudança de hábitos do brasileiro.

“O dólar acaba impactando em tudo na nossa vida. Seja em termos de frete, energia elétrica, gasolina, trigo. Como se precaver? Ao que tudo indica, a moeda norte-americana deverá subir ainda mais. Então, a dica no dia a dia é comprar alimentos que não estragar rapidamente, evitar importados e controlar as contas sempre”.

Após o Carnaval, o momento é propício ainda para ‘acertar as contas com o leão‘ e iniciar um controle das contas domésticas e pessoais. Severo destaca que o passo inicial é fazer o levantamento dos gastos fixos e variáveis. Assim, será possível guardar parcela dos ganhos e até mesmo investir. “Seja num caderno, numa planilha ou em um aplicativo: é necessário enxergar onde o dinheiro está sendo gasto”.

Temor diante do coronavírus

Diante do risco relacionado ao coronavírus de Wuhan, outras moedas também registram aumento neste começo de semana. Além do dólar, o iene japonês saltava contra a moeda estadunidense nessa segunda-feira em um movimento de aversão ao risco provocado pela elevação dos casos de coronavírus. As bolsas da Europa também foram fortemente impactadas nas operações de hoje.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou hoje um alerta sobre a possibilidade de uma pandemia por coronavírus, visto que a doença está se espalhando rapidamente pelo mundo.

Dois meses após o surgimento da doença na China, países como Itália, França, Afeganistão, Bahrein, Kuwait, Iraque e Omã, que decidiu suspender os voos com o Irã, anunciaram contaminações e mortes relacionadas ao Covid-19. Em todo o planeta o número de mortes se aproxima de 2.700 e o de contágios de 80 mil.