Marcada por imprudências, EPTC descarta proibir procissão dos motociclistas

Em 2018, foram registradas 900 autuações no evento na Capital

Motociclista empina moto durante procissão. Foto: Mauro Schaefer/CP

Flagrantes de imprudência, como presença de motociclistas circulando sem capacete, empinando as motos e subindo calçadas, foram registradas na 45ª edição da procissão de Porto Alegre. Durante o percurso, a reportagem flagrou diversos casos de imprudência, como manobras arriscadas e pilotos trafegando pela contramão nas vias. A Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) ainda não tem o número de autuações de hoje. No ano passado, foram registradas 900. O relatório da edição de 2019 será divulgado somente na próxima semana.

Apesar das reclamações relativas aos casos de imprudência – nem a rampa da Secretaria Estadual da Fazenda, na rua Siqueira Campos, no Centro da Capital, escapou – a EPTC descarta qualquer proibição à romaria. “Não há nenhuma possibilidade de não autorizarmos a procissão dos motociclistas em Porto Alegre no próximo ano, até porque não houve ocorrências graves na procissão desse sábado”, relata Luciano Souto, gerente de Fiscalização e Transportes da EPTC.

Souto acrescenta que a EPTC procura reforçar cada vez mais a orientação aos motociclistas para manter a segurança dos usuários no trânsito de Porto Alegre durante a procissão. “Estamos focados também em monitorar os desvios ao longo do percurso”.

O tradicional evento desse feriado reuniu cerca de 25 mil motociclistas na Capital. Com saída da Rótula das Cuias, na avenida Augusto de Carvalho, por volta das 8 horas, o encerramento ocorreu no Complexo Cultural do Porto Seco, na zona Norte da cidade. O trajeto teve duração de 40 minutos.

O padre Vanderlei Bock, um dos organizadores da romaria, acompanhou todo o percurso de lambreta. “A padroeira do Brasil protege. É uma forma de agradecer pela proteção. A moto é um meio de transporte, de trabalho e queremos agradecer. Sempre digo que a moto é a bicicleta do menino que ganhou motor”, disse. Na missa, o padre Vanderlei Bock benzeu os motociclistas, mas também condenou as manobras arriscadas.

  • Colaborou repórter Felipe Samuel, do Correio do Povo