Leite garante que não teme represália de servidores da Segurança com pacote que modifica carreira

Governador apresentou, na tarde desta quinta, indicadores criminais de setembro, com viés positivo

Imagem: Laura Gross/Rádio Guaíba

O governador Eduardo Leite garantiu que não teme represália de policiais civis e militares  em função do pacote que modifica os planos de carreira do funcionalismo. O chefe do Executivo se manifestou após a apresentação, na tarde de hoje, dos indicadores criminais de setembro da Segurança Pública. De acordo com Leite, em meio à reforma estrutural do Rio Grande do Sul o governo mantém “olhar atento e especial para a área da Segurança”. O governador disse que reconhece que os servidores põem a vida em risco para defender a sociedade e que, pela natureza da profissão, terão compensações. O pacote prevê que o adicional de risco de vida, de 222%, seja mantido, mas incidindo sobre o salário básico do servidor, sem contar as gratificações e vantagens de carreira, como ocorre hoje.

Os indicadores criminais de setembro apontaram queda de 31,1% nos roubos de veículos no Rio Grande do Sul, entre janeiro e setembro (8.643 casos), frente a igual período do ano passado (12.547). Foram 3.904 veículos que deixaram de ser levados por assaltantes.

De acordo com o vice-governador e secretário de Segurança, Ranolfo Vieira Jr, os dados positivos refletem tanto o esforço e a qualidade dos servidores da Segurança, quanto a “estratégia acertada de foco territorial” do programa RS Seguro, que prioriza ações em 18 municípios com os maiores índices de criminalidade (89% dos roubos de veículo nos últimos 10 anos).

Outro dado positivo se refere às ocorrências de latrocínio – roubo seguido de morte, que passaram de 70, entre janeiro e setembro de 2018, para 51, no mesmo período de 2019 (-27,1%). Em Porto Alegre, houve redução ainda maior, com cinco ocorrências frente a 11 do ano anterior (-54,5%). Em setembro, nenhum roubo com morte se registrou na cidade. Em todo o RS, o nono mês do calendário repetiu o total do ano anterior, com quatro casos de latrocínio.

Quanto às situações de homicídio, indicador considerado internacionalmente como principal métrica para violência, a redução também é generalizada. De janeiro até setembro, 458 vidas foram preservadas, conforme os indicadores. O número de vítimas de assassinato no período passou de 1.825, em 2018, para 1.367, este ano (-25,1%), o menor desde 2011.

Só na Capital, na mesma comparação, o número de mortes baixou de 442 para 239 (-45,9%), mantendo o recorde verificado ao longo do ano, com a menor marca da década para o acumulado até o mês de divulgação. Na avaliação isolada de setembro, as quedas nos homicídios foram de 34,7%, em todo o Rio Grande do Sul (de 193 para 126 vítimas), e de 51,2% em Porto Alegre (de 43 para 21 vítimas).

Nos crimes contra a mulher, entre janeiro e setembro, ocorreram 73 feminicídios – queda de 14,1% diante dos 85 registrados no mesmo período do ano passado. Também na comparação de acumulados, as tentativas de feminicídio passaram de 275 para 246 (10,5%). As ameaças foram de 28.040 para 27.653 (1,4%), as lesões corporais diminuíram de 15.775 para 15.126 (4,1%) e os estupros reduziram de 1.384 para 1.172 (15,3%).