Governo interdita 54 barragens que não atestaram estabilidade

ANM mantém decisão para dois empreendimentos do Rio Grande do Sul

Foto: Companhia Riograndense de Mineração / Divulgação / CP

A Agência Nacional de Mineração (ANM) interditou ou manteve interditadas 54 barragens que não enviaram ou não atestaram a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) no segundo semestre de 2019. A relação abrange dois empreendimentos no Rio Grande do Sul: a barragem CBC, da Companhia Brasileira do Cobre, em Caçapava do Sul, e a barragem P1-1, da Companhia Riograndense de Mineração, em Minas do Leão, ambas fora de operação.

Do total, 33 barragens são de Minas Gerais, estado que viveu duas tragédias relacionadas ao rompimento de estruturas nos últimos quatro anos – Mariana, em 2015, e Brumadinho, em 2019.

Em Minas, sete barragens, classificadas com os níveis dois e três de emergência – que o que representa risco real de rompimento, não tiveram as DCEs emitidas ou renovadas pela Agência. Quatro delas foram classificadas com nível dois: B2 Auxiliar, em Rio Acima, da Nacional Minérios; Barragem de Rejeitos, em Itatiaiuçu, da ArcellorMittal; Forquilha I e Forquilha 2, em Ouro Preto, da Vale.

Já as barragens em nível 3, ou seja, em situação ainda mais delicada, são a B3/B4, em Nova Lima, da MBR; Sul Superior, em Barão de Cocais, da Vale; e a Forquilha III, em Ouro Preto, também da Vale.

O documento, destacou a agência, é obrigatório para as 423 estruturas inseridas na Política Nacional de Segurança de Barragens e devia ser entregue até 30 de setembro.

A Vale, maior exportadora global de minério de ferro, havia informado na semana passada que obteve 82 declarações de estabilidade, mas que algumas das barragens haviam permanecido sem o atestado de estabilidade.