Marchezan tem rejeição “bem maior” que o natural, afirma pesquisador

Para o diretor do Methodus, Marchezan segue no páreo, Manuela pode agrupar esquerda e Melo tem posição confortável por baixa rejeição.

Nelson Marchezan Júnior tem 40% de rejeição, segundo pesquisa
Nelson Marchezan Júnior tem 40% de rejeição, segundo pesquisa | Foto: Joel Vargas/PMPA/CP

O Correio do Povo publicou, nesta terça-feira, a pesquisa do Instituto Methodus sobre as eleições de 2020 em Porto Alegre. Os líderes nos cenários especulados são, respectivamente, Manuela D’Ávila (PCdoB), Sebastião Melo (MDB) e Nelson Marchezan Júnior (PSDB). A ex-deputada marca entre 17% e 27% nos levantamentos estimulados. O ex-vice-prefeito e deputado estadual varia de 11% a 22%. Por fim, o atual prefeito tem entre 9% e 12%.

Marchezan é o candidato mais rejeitado pelos eleitores ouvidos na pesquisa. Segundo o levantamento, 40% dos entrevistados não vão votar no prefeito. O diretor do Instituto Methodus, Jefferson Jaques, ressaltou que a gestão do tucano é desaprovada por 3 a cada 4 porto-alegrenses. “É natural, em qualquer município, que o prefeito que está no cargo tenha uma rejeição um pouco mais alta do que os demais candidatos”, ponderou. “Só que, no caso de Porto Alegre, esse número é bem maior”, completou. Jaques destacou que, mesmo com alta rejeição, Marchezan segue no páreo. “A pesquisa mostra que a eleição de Porto Alegre está bastante em aberto”, avaliou.

Manuela e votos da esquerda

Sobre a liderança de Manuela D’Ávila, Jeferson Jaques observa que a candidata do PCdoB obteve alta visibilidade durante as eleições presidenciais de 2018. Na ocasião, a ex-deputada concorreu como vice na chapa de Fernando Haddad (PT). O diretor do Methodus pontua que a candidata pode agregar os votos do eleitorado de esquerda.

Manuela D’Ávila lidera cenários estimulados e espontâneos
Manuela D’Ávila lidera cenários estimulados e espontâneos | Foto: Pâmela Morales/Rádio Guaíba

Jaques lembra que Manuela já concorreu à Prefeitura. Em 2008, a candidata obteve 15% dos votos e ficou em 3º lugar. Já em 2012, Manuela encerrou o pleito com quase 18%. “Ela também despontou bem no início das campanhas”, considerou. “Mas acabou não conseguindo vencer”, completou o pesquisador.

Rejeição baixa de Melo

Sebastião Melo, por sua vez, é um dos candidatos com a menor rejeição registrada. O emedebista marca apenas 7% nesta medição. Vereador por três mandatos, entre 2000 e 2012, o candidato foi vice-prefeito de José Fortunati. Em 2016, Melo concorreu ao Paço Municipal e foi derrotado por Marchezan no segundo turno.

Sebastião Melo foi candidato nas eleições de 2016
Sebastião Melo foi candidato nas eleições de 2016 | Foto: Joel Vargas/PMPA/CP

Para Jeferson Jaques, o atual deputado estadual tem baixa rejeição, justamente, por não ocupar a Prefeitura. “Ele está numa posição confortável hoje”, avaliou o diretor do Methodus. “Os cenários podem se movimentar, mas as rejeições são coisas que devem ser bastante observadas”, ressaltou.

Detalhes da pesquisa

A pesquisa Correio do Povo/Instituto Methodus ainda mediu a intenção de voto de outros 11 candidatos e partidos. O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 7 de outubro. Foram ouvidos 800 entrevistados. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos em um intervalo de confiança de 95%.

A íntegra dos números pode ser consultada na edição desta terça-feira do Correio do Povo e no resumo publicado na página da Rádio Guaíba.