“Hoje não há nada contra Marchezan, mas pode surgir”, reconhece relator de CPI na Câmara

Wambert di Lorenzo afirmou, hoje que espera apresentar relatório em prazo menor que 120 dias

CPI será relatada por Wambert Di Lorenzo (PROS)
Foto: Ederson Nunes/CMPA

Relator da CPI que vai investigar a gestão do prefeito Nelson Marchezan Júnior, o vereador de Porto Alegre Wambert Di Lorenzo (PROS) pretende concluir o relatório em um prazo menor que o formalmente estabelecido pela Câmara Municipal. O parlamentar concedeu entrevista para o Guaíba News desta quinta-feira.

A Comissão Parlamentar vai ter 120 dias para concluir os trabalhos – ou seja, tende a ser interrompida e retomada somente após o recesso, em fevereiro de 2020. “Pretendo finalizar antes para evitar questionamentos eleitorais”, destacou o vereador.

Questionado sobre o pedido de abertura de investigação, Wambert ressaltou que carece de fundamentação técnica. O vereador ainda comparou o requerimento de CPI aos cinco pedidos de impeachment contra o prefeito, todos derrubados em plenário.

“Hoje não há nada contra Marchezan, não há fundamentação. É a mesma coisa que aconteceu com o pedido de impeachment. Mas CPI não é um processo, é uma investigação, o que significa que poderá surgir. No entanto, hoje não há nada”, declarou.

Na próxima quinta-feira, a Comissão define um calendários de oitivas e de reuniões.

Sem ressentimentos

Ex-filiado ao PSDB, de Marchezan, Wambert assegurou que a escolha dos depoentes, assim como a análise dos depoimentos, serão feitas de forma isenta. Questionado sobre rusgas antigas contra Marchezan, o vereador negou que haja qualquer juízo de valor. “Não havia rusgas, fazia parte de um grupo de cristãos dentro do PSDB, independente da Yeda [Crusius] e do Marchezan”. A ex-governadora e o atual prefeito protagonizaram embates internos na sigla.

Nas eleições de 2012, Wambert era o nome preferido de Yeda para disputar o Paço Municipal e, na ocasião, venceu as prévias do partido, com apenas três votos de diferença em relação a Marchezan, então presidente estadual do PSDB e deputado federal. Quatro anos depois, quando o atual prefeito se candidatou, Wambert já não fazia mais parte do PSDB.