Prefeitura de Canoas lança edital de licitação para transporte coletivo

Seleção da empresa deve ocorrer em 21 de outubro

Edital de licitação do transporte de Canoas foi lançado. Foto: Sogal / Divulgação / CP
Edital de licitação do transporte de Canoas é lançado. Foto: Sogal / Divulgação / CP

A Prefeitura de Canoas, na região Metropolitana, lançou nesta quarta-feira o edital de licitação para a concessão do transporte público da cidade. No formato de concorrência pública, o processo deve ter a vencedora anunciada em 21 de outubro. Entre as exigências, veículos mais confortáveis aos usuário.

De acordo com o prefeito Luiz Carlos Busato, a concessão garante que Canoas conte com uma frota mais moderna e atualizada. “Estamos assegurando que os ônibus tenham wi-fi, acessibilidade e ar-condicionado, por exemplo. A prestação do serviço de forma sólida é nossa prioridade e a população percebe isso. Planejamos essa licitação com bases técnicas, e por isso estamos seguros que estamos entregando qualidade com sustentabilidade para os canoenses”, afirmou.

A licitação obriga que a idade média dos veículos seja menor que a atual, de oito anos, sendo que não podem ultrapassar os 12. Também há exigência de que os ônibus sejam equipados com câmeras internas e externas, GPS e sistema de bilhetagem eletrônica.

Um dos planos da gestão municipal é o investimento em ônibus elétricos, em uma próxima etapa. Para que isso aconteça, a ideia é que os recursos devidos pela futura vencedora da licitação do transporte de Canoas sejam utilizados na aquisição de carros do tipo.

Canoas registra média mensal de 1 milhão de passageiros de ônibus coletivo, e 160 mil de seletivo. O contrato previsto na licitação do município é único, para as duas modalidades.

Aeromóvel

Uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, publicada na semana passada, concedeu pedido de antecipação da tutela a um recurso apresentado pela Aeromovel Brasil S.A. A empresa acionou a Prefeitura de Canoas judicialmente após a anulação dos contratos com a empresa, o que interrompeu o processo de instalação do modal e exigiu, na sequência, o pagamento no valor de R$ 101 milhões.

Em fevereiro, o prefeito Busato determinou a nulidade dos contratos, após a conclusão de um processo administrativo que discutiu o vínculo da Prefeitura com a empresa. Conforme o Município, o sistema, que era defendido pela gestão anterior, do ex-prefeito Jairo Jorge, envolve problemas em excesso.