Paralisação em defesa da Educação fecha escolas em Porto Alegre

Manifestantes farão caminhada na tarde desta terça

Classe reclama de 44 meses de salários atrasados, cinco anos sem reajuste, ameaças ao Plano de Carreira e à Previdência, falta de professores e funcionários nas escolas

Servidores públicos e estudantes fazem protesto, nesta terça-feira, pelo Dia Nacional em Defesa da Educação em todo o Brasil. Escolas estaduais, assim como universidades e institutos federais, fazem reivindicações sobre as áreas de atuação. Em Porto Alegre, as manifestações culminarão com um ato conjunto na região central da cidade, durante a tarde. De acordo com o Cpers/Sindicato, por volta do meio-dia, mais de 59 escolas estaduais da Capital paralisaram totalmente ou parcialmente. O número representa 40% de adesão.

A classe reclama de 44 meses de salários atrasados, cinco anos sem reajuste, ameaças ao Plano de Carreira e à Previdência, falta de professores e funcionários nas escolas, demissão de contratados em licença-saúde, contratações por tempo determinado e falta previsão de concursos públicos para o magistério. “Defendemos a escola pública de qualidade. Sofremos ataques dos governos estadual e federal e precisamos reagir”, disse a presidente do sindicato, Helenir Aguiar. A reportagem do Correio do Povo passou por cinco escolas estaduais, todas com os portões fechados, nessa manhã.

Pela manhã, o Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior de Porto Alegre (Adufrgs-Sindical) realizou o painel “O futuro das universidades e institutos federais no Brasil”, no salão nobre da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Participaram professores, estudantes, reitores e trabalhadores de diversas instituições de Porto Alegre e do interior do RS.

É prevista, para as 14h, uma aula pública em defesa da educação promovida pelo Cpers, em frente ao Palácio Piratini, no Centro de Porto Alegre. Duas horas depois, um ato unificado das Centrais Sindicais ocorrerá na Praça da Matriz, seguido de caminhada até a Esquina Democrática, entre as avenidas dos Andradas e Borges de Medeiros. Às 17h30min, os manifestantes concentrados ali saem em direção ao Campus Centro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), na avenida Paulo Gama.