Morre menino baleado em confronto com a PF em Cristal

Criança era atendida em estado gravíssimo no HPS de Porto Alegre

Foto: Polícia Federal / Divulgação

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Porto Alegre confirmou, na tarde de hoje, a morte de um menino de quatro anos vítima de tiroteio entre criminosos e a Polícia Federal, na madrugada de quarta-feira, em Cristal, na metade Sul. A criança permanecia internada em estado gravíssimo e quadro equivalente a morte cerebral na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre. A SMS também confirmou um procedimento para doação dos órgãos.

O menino, filho de Daniela Weizemann e Marcos Luis Berghann, não resistiu às complicações decorrentes das lesões. Ele havia sido atingido nos braços e na cabeça. Conforme a Polícia Federal, os agentes atiraram somente depois que dois carros furaram a barreira policial, sem imaginar que havia uma criança e mulheres junto à quadrilha.

Na noite dessa quinta-feira, o pai do menino, detido no confronto, teve o corpo encontrado com sinais de suicídio na cela da carceragem da PF onde cumpria prisão preventiva. De acordo com os indícios colhidos no local, Berghann usou ataduras de curativos para se enforcar. Um inquérito vai ser instaurado para apurar as circunstâncias da morte.

No dia do confronto, duas mulheres foram mortas pelos agentes da PF: Daniela, mãe do menino, e Aline Schmidt Pirola, que dirigia um dos carros que furou a barreira.

O Ministério Público Federal (MPF), por meio do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul, instaurou procedimento investigatório criminal para apurar as circunstâncias das mortes e lesões decorrentes da ação da PF em Cristal. Foram solicitados à PF esclarecimentos com detalhes do fato e da operação.