PDT vai julgar deputados que votaram a favor da reforma da Previdência

Carlos Lupi afirmou que infiéis foram vaidosos ao contrariar posição do partido

Presidente do PDT garantiu direito à defesa de dissidentes. Foto: Marcello Casal / ABr / CP

Os deputados federais do PDT que contrariaram a posição do partido na votação da reforma da Previdência vão passar por um julgamento na Comissão de Ética da sigla. A informação foi confirmada pelo presidente da legenda, Carlos Lupi, em entrevista ao programa Direto ao Ponto da Rádio Guaíba nesta sexta-feira. Segundo o político carioca, o partido fechou questão contra a reforma em março deste ano. Lupi afirma que os oito deputados infiéis vão assumir as consequências de seus atos no processo interno, mas garantiu direito à defesa dos parlamentares. “Nós vamos começar um processo a partir da semana que vem”, afirmou.

Os dirigentes do PDT cogitaram expulsar os infiéis, mas avaliaram que a medida não garantiria o mandato deles ao partido. Sem as oito cadeiras, a sigla perderia representatividade e participação no fundo partidário.

Um dos casos mais polêmicos envolveu a deputada paulista Tábata Amaral. Nessa quinta-feira, o ex-ministro Ciro Gomes disse que sofreu “uma dor de pai” com o voto da parlamentar, favorável à reforma. O cearense disse que Tábata cometeu um erro indesculpável e que deveria pedir para deixar o PDT. Para Carlos Lupi, os dissidentes atuaram por vaidade. “Alguns companheiros acham que vale mais a sua vaidade, o seu indivíduo, que a instituição”, criticou.

Ainda na entrevista, o presidente do PDT confirmou a candidatura da deputada estadual Juliana Brizola para a Prefeitura de Porto Alegre em 2020. Lupi também defendeu que Ciro Gomes volte a concorrer à presidência em 2022.