Líderes mundiais em Osaka fazem acordo climático; EUA não se comprometem

"Teremos um texto semelhante ao da Argentina, uma declaração 19+1", informou a chefe de governo da Alemanha, Angela Merkel

Foto: Alan Santos/PR

No contexto da cúpula do G20, líderes das principais economias mundiais acordaram neste sábado em fechar um pacto sobre a mudança climática, semelhante ao firmado em 2018.

“Teremos um texto semelhante ao da Argentina, uma declaração 19+1”, informou a chefe de governo da Alemanha, Angela Merkel, a repórteres reunidos em Osaka, aludindo também ao fato de que, mais uma vez, os Estados Unidos se recusaram a participar.

O país alegou aceitar a determinação dos demais 19 membros do grupo em combater a mudança climática, porém sem se comprometer, acrescentou Merkel.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, confirmou que os líderes haviam encontrado campo comum na proteção climática, apesar de “grandes diferenças” entre as visões. Por outro lado, todos os 20 confirmaram a necessidade de uma política comercial livre, justa e não discriminatória.

“A economia global continua a enfrentar riscos de prejuízos enquanto persistem as tensões comerciais”, comentou o premiê. “Os líderes do G20 acordaram quanto à necessidade de os países-membros impulsionarem um forte crescimento econômico global” e, ao mesmo tempo, de estarem de prontidão para adotar novas ações, se preciso.

Abe mencionou ter enfatizado aos presidentes americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, a extrema importância de se empenharem em discussões construtivas, a fim de resolver a tensão comercial.

No encontro anterior do G20, em Buenos Aires, a maior parte dos países participantes reafirmou respaldo ao decisivo Acordo de Paris para o enfrentamento da mudança climática global, declarando-o “irreversível” e comprometendo-se com a “implementação integral”.

Os EUA, porém, representados por Trump, retiraram-se do Acordo de Paris, afirmando “forte comprometimento com o crescimento econômico e acesso e segurança em relação à energia”.