Leite reconduz Fabiano Dallazen ao cargo de procurador-geral de Justiça do RS

Dallazen venceu o pleito que formou lista tríplice entregue pelo MP ao governo

Dallazen foi reconduzido ao cargo de procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Sul. Foto: Guilherme Testa/CP

O governador Eduardo Leite reconduziu ao cargo no final desta manhã (22) o atual procurador-geral de Justiça do RS, Fabiano Dallazen. O anúncio foi feito durante reunião-almoço na sede da Federasul, evento do qual Dallazen era palestrante. O procurador venceu o pleito realizado pelo Ministério Público (MP) no último sábado, e compôs com Marcio Schlee Gomes e Luis Henrique Barbosa Lima Faria Correa a lista tríplice encaminhada ao governo do Estado.

Segundo Leite, o governo do Estado visualizou na figura de Dallazen uma postura de convergência: “temos uma relação harmoniosa, que estimula o encontro de caminhos comuns, de postura leal, correta, e que legitimamente defende os interesses da sua instituição, mas que olha para o todo.” Além disso, parabenizou o segundo colocado, Marcio Schlee Gomes, e afirmou ter boas referências sobre ele: “o MP me colocou um bom problema”, declarou.

Já o procurador-geral de Justiça reconduzido agradeceu e afirmou que o Ministério Público está jogando junto com o Estado do Rio Grande do Sul. Antes do anúncio, enquanto falava ao lado do procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, Dallazen garantiu que é papel do sistema judiciário buscar diminuir os litígios e a morosidade decorrentes deste. Também ponderou sobre a necessidade de buscar um trabalho equilibrado entre governo do Estado, o que foi reiterado por Leite quando afirmou que “Dallazen olha para a árvore, mas não esquece da floresta.”

A pauta inicial da reunião-almoço da Federasul era “O papel da Justiça frente ao cenário político e econômico do Brasil”, e contou com palestra do próprio Dallazen e também do procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa. Ambos reafirmaram a necessidade de segurança jurídica no país, além de ressaltar a necessidade de diálogo entre os diferentes entes para os interesses em comum do Estado. Por fim, reiteraram a necessidade de se agir preventivamente para evitar longas batalhas judiciais ou litigiosas.

Leite ainda ressaltou a necessidade imediata de adesão do Estado ao regime de recuperação fiscal e agradeceu ao legislativo pela derrubada do plebiscito para venda da CEEE, CRM e Sulgás. Questionado sobre o Banrisul, disse ter convicção de que não será necessário incluir o banco nas tratativas para adesão ao regime. Por fim, disse que o Brasil é, de fato, um país difícil de governar, mas não é ingovernável: “é preciso humildade e capacidade de diálogo”, encerrou.