Anac é contrária à mudança de norma que proíbe passageiros armados em voo 

Decreto de armas, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, prevê que Ministérios da Defesa e da Justiça definam as normas de segurança

Foto: Alina Souza / CP Memória

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) se posicionaram de forma contrária à mudança nas regras relativas ao embarque de pessoas armadas em aviões. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo.

De acordo com o decreto de armas, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, passa a ser de responsabilidade dos Ministérios da Defesa e da Justiça estabelecer as normas de segurança para controlar o embarque de passageiros armados – o que pode resultar em novas normas e permissões para o porte. Hoje, a atribuição é da Anac.

A agência informou que atualmente segue os padrões estipulados internacionalmente sobre o assunto.

As regras atuais da Anac estabelecem que o embarque de passageiro portando arma de fogo se restringe a agentes públicos que, cumulativamente, possuam porte de arma por razão do ofício e necessitem comprovadamente ter acesso a ela. A necessidade de acesso à arma só se justifica em casos de escolta de autoridade, passageiro custodiado ou se uma operação for prejudicada se forem despachadas a arma e a munição.