Dois projetos semelhantes querem que segunda ponte do Guaíba se chame Paixão Côrtes

Texto do senador Heinze, que chegou três meses antes, vai ser priorizado em relação ao do deputado Sanderson

A ideia de batizar a nova ponte do Guaíba com o nome do tradicionalista Paixão Côrtes ganhou novo episódio entre os congressistas gaúchos. Em fevereiro, o senador Luis Carlos Heinze (PP) apresentou projeto no Senado Federal. Na semana passada, porém, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PSL-RS) protocolou um texto similar, na Câmara.

Conforme o artigo 143 do Regimento da Câmara Federal, o projeto deve ser apensado pelo deputado relator, ainda não definido, quando sair do Senado para Câmara. Nesse caso, a tramitação passa a correr em conjunto, e o texto oriundo do Senado se sobrepõe ao da Câmara.

Além de ter maior peso, pelo fato de ter sido apresentada por um senador, a proposta de Heinze deve ser votada, ainda nesta semana, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Casa. O projeto depende de maioria simples para seguir direto para a Câmara. Por se tratar de um projeto de caráter terminativo, ele não precisa ser votado em plenário.

Após a morte de Paixão Cortes, em agosto de 2018, o então deputado federal Luis Carlos Heinze protocolou projeto na Câmara para homenagear o tradicionalista. Como o texto não chegou a ser votado no ano passado e o progressista se elegeu senador, Heinze reapresentou o texto em fevereiro. Com mais de 83% da obra concluída, a segunda ponte do Guaíba deve ser entregue até o dia 2019, conforme a última previsão do governo federal.

Compositor, historiador, radialista e pesquisador da cultura gaúcha, Paixão virou símbolo do Rio Grande do Sul após ter fundado, junto a Barbosa Lessa e Glauco Saraiva, o Movimento Tradicionalista Gaúcha (MTG) e o CTG 35, em 1948, em Porto Alegre.