Flávio Bolsonaro pretende recorrer de quebra de sigilo

Senador voltou a afirmar que é vítima de ilegalidades em investigação do Ministério Público do Rio

Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado

Em entrevista ao SBT, transmitida nessa quarta-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou que pretende recorrer da decisão do Tribunal de Justiça do Rio que determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dele, do ex-assessor Fabrício Queiroz e de mais de 90 pessoas. “Houve a quebra de sigilo por um prazo de 12 anos e, para fundamentar isso, ele (o juiz) usou um parágrafo”, afirmou. As informações foram reproduzidas pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Flávio voltou a dizer que está sendo vítima de ilegalidades na investigação do Ministério Público do Rio sobre movimentações financeiras atípicas na conta de Queiroz. “Nunca falei que sou contra a investigação, que estou tentando impedir alguma coisa, nada disso. O que eu sempre relutei, e me causa revolta até, é a forma com que as coisas estão acontecendo. Estou sendo vítima, uma vez atrás de outra vez, de ilegalidades, não sou tratado como brasileiro normal”.

Questionado sobre a valorização de quase 400% do patrimônio declarado à Justiça Eleitoral, conforme noticiado pela imprensa, o senador sugeriu que os números refletem uma dinâmica comum de negociação de bens e apontou que a própria imprensa o ajuda a esclarecer a situação. “Entrevistaram algumas pessoas com as quais eu negociei imóveis, e elas falaram ‘eu quis comprar, ele quis vender, ele teve uma oportunidade e nós fizemos negócio'”.

O filho do presidente Jair Bolsonaro negou ainda que tenha vínculos com milicianos ao ser perguntado sobre a relação com o ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, que é acusado de chefiar uma milícia no Rio.

Flávio afirmou que não pode controlar o que funcionários do gabinete fazem “da porta para fora”. “Sou totalmente contra a milícia, nunca apoiei milícia na minha vida, sempre apoiei policiais”, declarou.

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