Setor da Educação se mobiliza para protesto nacional desta quarta-feira

Estimativa é de que centenas de sindicalistas, estudantes secundaristas e alunos do ensino superior participem de marcha e abraço a instituições de ensino

Professores, estudantes e integrantes de movimentos sociais devem participar de uma mobilização nacional pró-educação nesta quarta-feira. A paralisação, inicialmente, era prevista como um protesto contra o projeto de reforma da Previdência, mas os cortes anunciados pelo Ministério da Educação modificaram a pauta.

Em Porto Alegre, a mobilização deve começar, às 14h, com um abraço simbólico ao Instituto de Educação e à Faculdade de Educação da Ufrgs, criticando, respectivamente, a morosidade na reconstrução do colégio estadual e o contingenciamento de verbas de custeio e bolsas da Capes.

Na sequência, os manifestantes devem seguir para a Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFSCPA), ao Campus Porto Alegre do Instituto Federal e ao INSS. De lá, seguem para a Esquina Democrática, onde se encontrarão com estudantes da Ufrgs, que definiram mobilização para as 18h.

Na semana passada, mais de 200 bolsas de pós-graduação da Capes foram bloqueadas nas universidades federais do Rio Grande do Sul. Com o contingenciamento de verbas para manter as instituições de ensino superior funcionando, a tendência é de piora nesse cenário, de acordo com o vice-presidente da Adufrgs Sindical, Lúcio Vieira.

“Essa retenção de 30% significa que em meados de setembro não teremos recurso para pagar nada. O que protestamos e visamos é esclarecer que não se trata de 3,5%. Está-se discutindo o dinheiro que o governo não vai liberar e está aprovado em orçamento. Se trata de uma ameaça para apoiar a reforma da Previdência”, sustentou, em entrevista, ao Guaíba News desta terça-feira.

Conforme a presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Schürer, a expectativa é de que movimentos contrários aos cortes na educação e à proposta de reforma da Previdência se espalhem pelo País. Ela recorda que a proposta do ex-presidente Michel Temer para a Previdência foi barrada a partir da pressão social, perto das eleições.