Feira do Peixe de Porto Alegre registra queda de 6,4% nas vendas

Cerca de 600 mil pessoas passaram pelas locações da feira para garantir o peixe no feriado de Sexta-feira Santa

Banca que vendia o peixe vivo atraiu bastante compradores e curiosos. Foto: Carlos Machado/Rádio Guaíba

A edição deste ano da Feira do Peixe de Porto Alegre terminou com queda nas vendas. Foram comercializados 376,4 toneladas de peixe, uma redução de 6,4% em relação a 2018 – quando foram comercializadas 402 toneladas. O evento, que terminou às 13h desta sexta-feira, movimentou cerca de R$ 7,9 milhões, segundo as estimativas dos próprios feirantes.

Os números foram divulgados nesta tarde pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e englobam as vendas dos três pontos em que a Feira do Peixe é realizada: o Largo Glênio Peres (360 toneladas), a Restinga e o Belém Novo (16,4 toneladas). Ao todo, cerca de 600 mil pessoas passaram pelas locações da feira para garantir o peixe no feriado de Sexta-feira Santa.

Movimentação no feriado

Nesta manhã, a movimentação foi grande no Largo Glênio Peres, onde funcionou a Feira do peixe no centro da Cidade. Havia filas nas bancas que vendiam a tainha na taquara, onde o comprador levava o peixe pronto para o consumo. A banca onde eram vendidos peixes vivos dentro de uma grande piscina também teve grande movimentação.

No Centro Histórico, como sempre ocorre na última hora antes do encerramento, os preços despencaram. A bandeja de 400 gramas de camarão baixou para R$ 20 após ter sido vendida por R$ 30. Já o quilo da piava caiu de R$ 18 ou R$ 15 para R$ 12 ou R$ 10 conforme a banca. Filés de merluza, anjo e abrótea, por exemplo também acompanharam as promoções de última hora cujo maior objetivo era acabar com o estoque.

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Eduardo Cidade, o preço médio do quilo do peixe ficou em R$ 21. “Com isso, mesmo registrando uma pequena queda no volume comercializado, a feira encerra com um faturamento maior do que o de 2018”, destaca Cidade.

Desde 2017, a feira é promovida sem recursos públicos. Todo o valor do evento é custeado pelos feirantes da Colônia Z5 de Pescadores e da Associação de Pescadores (Appesul), além de atacadistas e expositores. As três mostras realizadas paralelamente têm apoio institucional da Divisão de Fomento Agropecuário da Coordenadoria de Promoção Econômica da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE).