“Ninguém tem escrito na testa que é criminoso”, comenta Eduardo Bolsonaro, sobre execução de músico

Parlamentar veio a Porto Alegre para receber, da Assembleia, Medalha do Mérito Farroupilha

Filho do presidente da República Jair Bolsonaro, deputado federal Eduardo Bolsonaro vem ao RS dia 11 de abril. Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

Depois de o presidente Jair Bolsonaro ter silenciado sobre a morte do músico Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, que recebeu mais de 80 tiros de soldados do Exército, no Rio de Janeiro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro disse que o caso precisa ser investigado, mas lembrou que “ninguém tem escrito na testa que é criminoso”.

Em entrevista para o Guaíba News desta quinta, o deputado lamentou a morte do sambista, alvejado na tarde de domingo. “É lamentável e triste. Os policiais envolvidos já foram averiguados pelos seus superiores. Ninguém tem escrito na testa que é criminoso. Casos como esses, que venham a ocorrer, serão investigados”, ressaltou.

Eduardo Bolsonaro veio a Porto Alegre para receber a Medalha do Mérito Farroupilha, concedida pelo deputado licenciado Ruy Irigaray (PSL). “Isso é expressão da democracia”, destacou, sobre as críticas de parte dos parlamentares à homenagem. É o caso da deputada estadual Luciana Genro (PSol), que discordou da distinção. “Estaria constrangido caso pessoas como ela estivessem me aplaudindo e me apoiando”, afirmou.

O deputado federal paulista enfatizou que o mandato que exerce na Câmara dos Deputados afeta toda a população brasileira e que, por isso, há sentido na homenagem. “Os discursos que fazemos em Brasília são para o País. Projetos como o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro vão facilitar a vida de todos os policiais militares do Sul. É reconhecimento desse trabalho nacional”, disse. “O policial brasileiro é o que mais morre no mundo. Ele tem medo de atirar e tem receio de ir para rua”.

Em função da polêmica relativa à honraria, o deputado Fábio Ostermann (NOVO) protocolou projeto de lei que estabelece que a entrega da Medalha dependa de aval da maioria em plenário. A deputada Any Ortiz (PPS) também propôs que os critérios para a concessão sejam revisados, com um número mínimo de adesões.