Arábia Saudita suspende importação de carne de frango de cinco frigoríficos do Brasil, diz jornal

Expectativa é que país tenha tomado decisão em resposta à transferência da embaixada brasileira em Israel

Arábia Saudita desabilitouu cinco frigoríficos da lista dos exportadores brasileiros | Foto: Tarsila Pereira / CP Memória

A Arábia Saudita, maior importadora de carne de frango do Brasil, em mensagem ao governo brasileiro, desabilitouu cinco frigoríficos da lista dos exportadores para o seu território, segundo informações publicadas nesta terça-feira pelo jornal Folha de São Paulo.

Atualmente, 67 frigoríficos brasileiros estão devidamente habilitados a exportar para a Arábia Saudita, mas apenas 30 efetivamente exportavam. Com a decisão do país arábe, agora restam 25 empresas. Entre as cinco unidades descredenciadas pelos árabes estão unidades da BRF e JBS.

O quadro de importação de frango do Brasil para a Arábia Saudita já tem apresentado dificuldades. Embora em 2018, o país tenha ficado com 14% das exportações do Brasil na categoria, nos últimos dois anos, a leva do produto para o país tem caído significativamente.

De acordo com relatório do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), a exportação do produto apresentou diminuição de 21% em 2018 em relação a 2017. Estima-se que o principal causador da queda seja os desdobramentos da Operação Carne Fraca.

De acordo com fontes do setor agropecuário, ouvidas pelo jornal Folha de São Paulo, a expectativa é que o motivo do descredencimanto, no entanto, tenha a ver com a mudança da embaixada do Brasil em Israel para Tel Aviv, confirmada pelo presidente Jair Bolsonaro em novembro do ano passado. A atitude do país árabe pode significar o início de barreiras impostas em função da decisão do governo brasileiro.

O Estado judeu considera toda a cidade como sua capital, enquanto os palestinos desejam tornar Jerusalém Oriental a capital do seu futuro Estado. Israel ocupa Jerusalém Oriental desde a guerra de 1967 e posteriormente a anexou. Isso nunca foi reconhecido pela comunidade internacional, inclusive o Brasil.