Corte em horas-extras vai atingir operações da Polícia Civil

Plantões em delegacias estão em processo de revisão. Operação Verão, por enquanto, não sofre restrições

Foto: Polícia Civil./Divulgação.

O decreto do governador Eduardo Leite determinando a suspensão de horas-extras para todas as áreas do governo vai atingir as operações da Polícia Civil. Foi o que confirmou a chefe da corporação, delegada Nadine Anflor, em entrevista para o Guaíba News desta quinta-feira.

A tendência é de redução drásticas nas operações a partir de 2019. No último levantamento divulgado pela Secretaria da Segurança, referente a 2017, a Polícia Civil realizou 952 operações policiais, um aumento de 45% em relação a 2016. Os dados referentes a 2018 ainda não saíram. “Vamos remanejar e avaliar. Estamos nos reunindo com os diretores e definindo os próximos passos e como as operações policiais serão retomadas”, ressaltou.

Ela informou que os plantões policiais serão revisados também a fim de se fazer economia. “Vamos racionalizar os plantões. É necessário criatividade e planejamento para gerir os recursos. Será que há necessidade de tantas delegacias abertas durante a noite? Talvez seja melhor reduzir e aumentar o número de policiais por DP”.

A Operação Verão, em andamento no litoral, não vai ser afetada, segundo a chefe da Polícia Civil. Isso porque os agentes recebem diárias, e não horas-extras.

O decreto vai atingir todas as pastas do governo, incluindo corte em ações em Saúde, Educação e toda a Segurança Pública, incluindo Brigada Militar, Susepe e IGP.

Conforme o documento divulgado no Diário Oficial na noite dessa quarta-feira, somente serão liberados os pagamentos de horas-extras em casos previamente autorizados pelo Grupo de Assessoramento Estadual de Política de Pessoal (GAE).

A Brigada Militar, por conta de dúvidas sobre o decreto, determinou que as horas fiquem suspensas temporariamente.