PF cumpre 11 mandados de prisão em nova fase da Lava Jato

Operação Sem Limites combate organização criminosa que tinha como alvo a Petrobras

Segundo a PF, investigação aponta irregularidades em duas modalidades de negócios da Petrobras | Foto: Agência Petrobras / Divulgação / CP Memória

A Polícia Federal (PF) iniciou, nesta quarta-feira, a operação Sem Limites, 57ª fase da Lava Jato, que combate organização criminosa que atuava para prejudicar a Petrobras. As autoridades cumprem 11 mandados de prisão preventiva, 26 de busca e apreensão e 6 intimações pela autoridade policial nos estados do Rio de Janeiro e no Paraná.

São 22 mandados de busca e apreensão e dez de prisão preventiva no Rio de Janeiro (RJ), dois de busca e apreensão em Petrópolis (RJ), um de busca e apreensão e um de prisão em Niterói (RJ) e um de busca e apreensão em Curitiba (PR).

As autoridades também expediram ordens de sequestro de imóveis, bloqueio de contas bancárias e valores até o limite dos prejuízos identificados até o momento.

As investigações apontam irregularidades na área de trading da Petrobras, onde são realizados os negócios de compra e venda de petróleo e derivados. Também há indícios de irregularidades na realização de negócios de locação de tanques de armazenagem da ou para a companhia pelas mesmas empresas investigadas.

Segundo a PF, as investigações indicam “a prática de crimes em duas modalidades de negócios da Petrobras que possuíam características semelhantes: os esquemas de corrupção na área de trading (compra e venda) de petróleo e derivados e os esquemas de corrupção na área de afretamento de navios”. As operações aconteciam dentro da empresa para viabilizar o pagamento de propina a executivos.

A operação foi batiza de Sem Limites em referência “à transnacionalidade dos crimes praticados (que ocorrem em diversos locais no país e no exterior), à ausência de limites legais para as operações comerciais realizadas e a busca desenfreada e permanente por ganhos de todos os envolvidos, resultado sempre na depredação do patrimônio público”.

Os investigados responderão pelos crimes de corrupção, organização criminosa, crimes financeiros e lavagem de dinheiro.