“É ultrajante”, dizem oficiais da Brigada em relação a repasse do duodécimo

Categorias que ainda não receberam exigem que salários de outubro sejam quitados antes que ocorram os repasses do duodécimo dos Poderes

Após uma reunião com Casa Civil e a Secretaria da Fazenda, a Associação dos Oficiais da Brigada Militar classificou como ultrajante o pagamento em dia do duodécimo de novembro dos outros Poderes com parte da folha de outubro do Executivo ainda pendente. Entre hoje e sexta, a Fazenda vai repassar R$ 380 milhões para Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública.

Nesta quarta-feira, foram pagos salários líquidos de até R$ 15 mil, o que não contempla os coronéis da corporação. O presidente da Associação dos Oficiais da BM, coronel Marcelo Gomes Frota, ressalta que as categorias somente foram recebidas porque a entidade pressionou pela reunião. Associações ligadas à Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, auditores fiscais e procuradores do Estado também participaram do encontro. O grupo pressiona para que os vencimentos dos servidores do Executivo sejam pagos antes da quitação do duodécimo.

“Fomos dizer ao governo do Estado, que encerra suas atividades de forma melancólica, que é ultrajante, contraria a dignidade da pessoa humana, fazer o repasse do duodécimo sem pagar a folha de outubro. As pessoas que recebem o serviço de qualidade da Brigada, da Polícia Civil, Bombeiros, auditores fiscais são os prejudicados também. São 36 meses de atrasos para os servidores do Executivo enquanto as demais carreiras não tiveram sequer um mês de atraso”, ressaltou.

A associação deve se reunir em assembleia na próxima quarta-feira. A Associação dos Delegados de Polícia (ASDEP/RS) entregou carta ao governador em repúdio ao atraso no pagamento da folha.