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Partidos formam bloco independente para disputar presidência da Assembleia e ameaçam rodízio

PSL, DEM, Podemos e Solidariedade costuraram aliança e miram o comando da Casa. Pelo acordo vigente, Parlamento será presidido pelas maiores bancadas: PT, MDB, PP e PTB

Foto: Galileu Oldenburg / Assembleia Legislativa / CP

Um bloco independente foi criado por partidos, com representações minoritárias, para disputar a presidência da Assembleia na próxima legislatura. No Parlamento, acordo político antigo, que se tornou praxe, garante o chamado rodízio, onde os quatro partidos, que detêm as maiores bancadas, se revezem na presidência da Casa a cada ano. Se o acordo for mantido, o comando será alternado, nos próximos quatro anos, entre PT e MDB, que elegeram oito deputados cada, PP, que garantiu seis cadeiras, e o PTB, outras cinco.

Os partidos com menor representação, no entanto, com a formação do bloco independente, garantiram representatividade numérica e podem reivindicar participação no rodízio, levando a escolha para disputa no voto, em plenário.

Por ora, integram o grupo o PSL, com quatro deputados, o DEM, com dois, o Podemos e o Solidariedade, com um representante cada, somando oito deputados. O movimento pode ainda ser reforçado com a adesão do PR e do PRB, que elegeram dois parlamentares cada. Assim, o bloco atingiria 12 cadeiras e se tornaria a maior representação na Casa. Para liderar o grupo, está sendo defendido o nome do tenente-coronel Luciano Zucco (PSL), deputado estadual mais votado no Estado, com 166,7 mil votos.

Para entrar no rodízio, o bloco independente terá que derrubar uma das quatro bancadas. Porém, a inscrição da chapa deverá ainda ser levada a votação em plenário, dependendo de maioria, ou seja, 28 votos.

Conforme regimento da Assembleia, o mandato do presidente é de dois anos. Porém, com o rodízio estabelecido, a cada término de ano, o mandatário renúncia para garantir a entrada de um outro parlamentar para administrar a Casa. Na atual legislatura, passaram pela presidência da Assembleia: Edson Brum (MDB), Silvana Covatti (PP), Edegar Pretto (PT) e Marlon Santos (PDT).

Bloco independe já ganhou força no Parlamento de Porto Alegre

Na Câmara de Porto Alegre a costura de um bloco independente também foi selada e garantiu a entrada da frente no rodízio para presidência da Casa. Na ocasião, DEM, PSB e PRB, cada um com dois vereadores, PSD e Rede, com um cada, somaram oito representantes e excluíram o PT do revezamento. O partido não avalizou acordo e recorreu à Justiça, sem êxito. A presidência da Câmara da Capital, então, acabou partilhada entre PTB, MDB, PP e DEM. Em 2019, Mônica Leal (PP) assumirá o comando da Casa e será sucedida por Reginaldo Pujol (DEM), em 2020.

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