Entrada em operação de novos parquímetros é adiada em uma semana na Capital

Fiscais de trânsito tiveram que se adaptar ao novo tipo de equipamento, instalado em 42 pontos da cidade

Foto: Prefeitura de Porto Alegre

A Prefeitura de Porto Alegre adiou, em uma semana, o início da operação dos primeiros parquímetros do novo sistema de estacionamento pago em Porto Alegre. Previsto para iniciar hoje, o serviço só deve operar, na região Central da cidade, a partir do dia 31. O motivo alegado é a necessidade de preparação dos fiscais, com treinamento para a utilização da nova ferramenta, que identifica o pagamento pela placa do carro.

Não é mais necessária a utilização de adesivo no painel do veículo comprovando que o uso da vaga está pago. “Estimamos que, a partir dessa data, será mais tranquilo para colocar o sistema em funcionamento efetivo”, destacou o diretor-presidente da EPTC, Marcelo Soletti, em entrevista para o Guaíba News.

Os 42 equipamentos já estão instalados na região Central de Porto Alegre. A nova área azul conta com mais de 700 vagas. A cada 30 minutos de estacionamento, devem ser pagos R$ 1,05.

Um das principais novidades do sistema é a forma de pagamento, que pode ser realizada com cartões de crédito e débito e também pelo aplicativo Digipare/Área Azul Digital, que já está disponível para download.

O usuário cadastra os dados pessoais e dos veículos no app, seleciona o período de estacionamento desejado de acordo com a sinalização local e consulta créditos e bônus. O aplicativo pode avisar quando o tempo comprado está se esgotando, permitindo também estender o período. O limite máximo de tempo é de duas horas. Além disso, a tolerância é de dez minutos para atualização do período de uso da vaga.

A intenção da EPTC é aumentar a área azul para outros bairros da cidade e elevar para 4,2 mil o total de vagas. Devem ser instalados 220 parquímetros até o fim do ano que vem, segundo Soletti. “Isso é uma democratização do espaço, sendo que muitos bairros precisam da expansão do estacionamento rotativo. Há demandas antigas na zona Norte, assim como em bairros da zona Sul, como Menino Deus e Tristeza”, ressaltou.