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“A velhice me fez muito bem”, diz patrona da Feira do Livro de Porto Alegre

A poetisa Maria Carpi foi anunciada como patrona da 64ª edição do evento literário na noite da última quinta-feira

Maria Carpi é a patrona da 64ª Feira do Livro de Porto Alegre | Foto: Fabiano do Amaral

Prestes a completar 80 anos, a patrona da 64ª Feira do Livro de Porto Alegre, Maria Carpi, revelou estar muito feliz por ter sido escolhida como representante do maior evento literário a céu aberto da América Latina. No ano passado, a poetisa passou por alguns problemas de saúde. Contudo, ela disse estar preparada para enfrentar a maratona de 18 dias do evento. A escritora contou que já pediu ajuda dos outros quatro patronáveis para circular pela feira, mas apenas a ajuda física, porque a capacidade de escrever melhorou muito com a idade.

“Quando eu soube do convite, eu consultei os meus filhos, porque no ano passado eu tive uma grave crise de saúde. E eles disseram ´pode contar conosco´. E eu vou contar com os outros quatro patronáveis, que eles são quatro jovens. Eu já disse ontem que eu peço a colaboração física deles para andar comigo sempre que possível. Então, eu vou fazer dentro dos meus limites físicos, porque dentro da poesia a velhice tem me ajudado muito. Eu amadureci muito os temas, eu continuo escrevendo, criando. É uma beleza. A velhice me fez muito bem”, disse a poetiza.

Em 64 edições do evento, Maria Carpi é a sétima mulher a ocupar a posição de patrona da Feira. E a edição deste ano é especial, pois pela primeira vez na história a feira terá uma sequência de três mulheres patronas. Em 2016 foi Cíntia Moscovich e em 2017, Valesca de Assis. “Ontem, estávamos brincando entre os patronáveis porque foram escolhidas mulheres três vezes seguidas”, comemorou a escritora.

A patrona da feira é mãe dos promotores de justiça Rodrigo e Carla, do juiz Miguel e do, também, escritor Fabrício Carpinejar. “Eu sou culpada com o Fabrício [Carpinejar]. Quando me chamaram no SOE na Escola, pra me dizer que ele não seria alfabetizado, que ele precisava de uma escola especial e que tinha dificuldades, me exigiram laudos de neurologistas e fiz vários eletros. Eu coloquei tudo na gaveta e assumi a responsabilidade. Meu filho que é juiz, o Miguel, diz assim: ‘a mãe alfabetizou o Fabrício com poesia e deu no que deu’”, brincou Maria.

A poetisa tem 14 livros publicados e informou que tem outros 22 inéditos. Ela salientou que pretende deixar uma visão de mundo através da poesia. “A minha pretensão – se eu tiver tempo e saúde – é estabelecer uma ligação entre filosofia e poesia, que chamamos, como disse aquela poeta espanhola Maria Zambrano, de a ‘razão poética’. Eu não falo em versos e poemas soltos. Eu escolho um tema, ou um tema me escolhe e me amadurece e eu vou desenvolvendo eles como se fossem uma partitura musical”, relata.

Natural de Guaporé, Maria Carpi é defensora pública aposentada. Ela estreou na literatura em 1990, com “Nos gerais da dor”. Uma das escritoras mais respeitadas da poesia contemporânea brasileira, ela recebeu o reconhecimento da crítica através de diversos prêmios e distinções, entre eles a Menção Honrosa no Casa de las Américas em 1999, em Cuba; o Revelação da Associação Paulista dos Críticos de Arte em 1990, e o Erico Verissimo em 1991, por “Desiderium Desideravi”.

Autora também de “O perdão imperdoável” e “A migalha e a fome”, Maria venceu quatro vezes o Prêmio Açorianos de Literatura, na categoria Poesia. Ainda foi premiada pela Associação Gaúcha dos Escritores – Livro do Ano, categoria Poesia – em 2004, 2006 e 2007.

A Feira do Livro acontece de 1º a 18 de novembro na Praça da Alfândega, em Porto Alegre.

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